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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

planeta maior que a Terra composto por diamante


Ilustração mostra o interior do planeta 55 Cancri e, que seria composto por grafite e diamante

Astrônomos descobriram que um planeta duas vezes maior do que a Terra é composto na maior parte de diamante e orbita uma estrela que é visível a olho nu. O planeta rochoso, chamado "55 Cancri e", orbita uma estrela como o Sol a 40 anos-luz de distância na constelação de Câncer, movimentando-se tão rápido que um ano lá dura apenas 18 horas.
O planeta tem raio duas vezes maior que o da Terra, mas é muito mais denso, com uma massa oito vezes maior. Também é incrivelmente quente, com temperaturas em sua superfície atingindo 1.648ºC.
"A superfície deste planeta é provavelmente coberta de grafite e diamante em vez de água e granito", disse o pesquisador Nikku Madhusudhan, de Yale, cujas conclusões deverão ser publicadas no Letters Astrophysical Journal. O estudo, feito com Olivier Mousis do Institut de Recherche en Astrophysique et Planetologie em Toulose, na França, estima que pelo menos um terço da massa do planeta, o equivalente a cerca de três massas terrestres, poderia ser de diamante.
Planetas-diamante já foram vistos antes, mas esta é a primeira vez que um foi localizado orbitando em torno de uma estrela parecida com o Sol e estudada em tantos detalhes. "Este é o nosso primeiro vislumbre de um mundo rochoso, com uma química fundamentalmente diferente da Terra", disse Madhusudhan, acrescentando que a descoberta do planeta rico em carbono significa que não se pode mais acreditar que planetas rochosos mais distantes teriam componentes químicos, interiores, ambientes ou biologia semelhantes à Terra.
O astrônomo David Spergel, da Universidade de Princeton, disse que é relativamente fácil desenvolver a estrutura básica e histórica de uma estrela, uma vez que se descobre sua massa e idade. "Os planetas são muito mais complexos. Esta ''super-Terra cheia de diamantes'' é provavelmente apenas um exemplo dos ricos conjuntos de descobertas que nos esperam, à medida que começamos a explorar planetas em torno de estrelas próximas"

Reuters

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Para ex-cientista da Nasa, explorar Marte é fundamental para desenvolvimento humano


                                                          Foto: Igo Bione/JC Imagem


No próximo dia 6 de agosto, uma sonda deverá pousar em Marte. Ou, pelo menos, é o que os cientistas, incluindo o ex-engenheiro da Nasa Mike Comberiate, rezam para que acontece.

Comberiate, pela segunda vez no Recife, falou sobre seus projetos de robótica no início da tarde desta sexta-feira (27) na Campus Party e comentou sobre sua expectativa pela aterrissagem da sonda. Comberiate diz que está ainda mais ansioso porque poucas missões deste tipo dão certo.

Poucas missões a Marte chegam no planeta. A maioria quebra no pouso. Espero que seja diferente com esta, até porque equipamentos muito sofisticados foram desenvolvidos para este projeto?, diz Mike, que diz que a exploração do planeta vermelho é fundamental para o desenvolvimento humano. Sempre que exploramos o universo lá fora, aprendemos muito sobre o mundo aqui embaixo, pondera.

Do JC Online.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Anunciada evidência da partícula de Deus


Cientistas acreditam que a chamada "partícula de Deus" ou "bóson de Higgs", que pode explicar os fundamentos do universo, é algo real e estão para apresentar as provas ao mundo. Físicos do maior colisor de partículas do mundo pretendem anunciar, na quarta-feira, que quase confirmaram o primeiro princípio da teoria que pode dar contorno ao conhecimento científico de toda a matéria.

O foco da atenção, o bóson de Higgs, é uma partícula subatômica, cuja existência poderia explicar por que alguns objetos no universo têm massa, enquanto outros possuem apenas energia. Trata-se de uma peça crucial, e ainda não encontrada, para a compreensão dos cientistas sobre como o universo foi criado e sua descoberta pode representar uma das maiores realizações da física moderna.

Pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, também conhecida pela sigla Cern, dizem ter compilado grandes quantidades de dados que mostram pegadas e sombras da partícula, provando sua existência, embora a partícula em si numa tenha sido realmente vista.

Ninguém sabe qual seria a massa de um bóson de Higgs. Então, os cientistas buscam a partícula de forma indireta, chocando partículas umas contra as outras em gigantes colisores e observando quais outras partículas subatômicas são criadas no processo.

O colisor do Cern, uma instalação de US$ 10 bilhões conhecida como Grande Colisor de Hádrons, instalado na fronteira entre França e Suíça, realiza colisões de prótons para investigar a matéria negra, a antimatéria e a criação do universo, que segundo muitos cientistas ocorreu após uma enorme explosão, conhecida como Big Bang.

Oficialmente, o Cern apresenta as evidências da existência da partícula nesta semana, durante uma conferência sobre física na Austrália, mas planeja acompanhar o anúncio com reuniões em Genebra. Dois grupos independentes de cientistas que trabalham no projeto, ATLAS e CMS, pretendem anunciar publicamente mais dados sobre o bóson de Higgs durante reuniões em outubro e dezembro. Cada um dos grupos compreende milhares de pessoas, que trabalham independentemente, para assegurar a precisão dos dados. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vídeo mostra o movimento dos oceanos vistos do espaço



A Nasa divulgou um vídeo que mostra o movimento dos oceanos em detalhes nunca antes vistos. A animação só foi divulgada agora, mas mostra o fluxo em nossa superfício entre os anos de 2005 e 2007.
O vídeo foi produzido pela Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio (o estúdio da Nasa que produz filmes de interesse científico) com ajuda do programa ECCO2 (Estimating The Circulation And Climate Of The Ocean, Phase 2). As imagens foram feitas por um telescópio da Nasa e percorre todos os continentes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cientistas descobrem mais planetas



Um dia depois de a Nasa anunciar a descoberta dos menores planetas já achados fora do Sistema Solar, cientistas apresentam nesta quinta-feira (22) um estudo sobre um par de planetas ainda mais diminutos. Os astros recém-descobertos, afirmam os astrônomos, são remanescentes de planetas gigantes que foram engolidos por sua estrela e depois cuspidos como caroços.

A descoberta foi feita com a análise de dados do mesmo telescópio espacial, o Kepler, mas por um grupo diferente, liderado pelo francês Stephane Charpinet. Os novos planetas têm 86,7% e 75,9% do raio da Terra e massas estimadas em 44% e 65%. A dupla nova tem órbita muito próxima de sua estrela-mãe e possui superfície quente demais para abrigar água líquida e vida.

O aspecto mais inusitado dos planetas é que no centro do sistema estelar que os abriga está KOI 55, estrela de idade avançada e que já passou pela fase em que se torna uma gigante vermelha.

É o mesmo destino previsto para o Sol, daqui a 5 bilhões de anos, quando o hidrogênio, combustível para a fusão nuclear em seu centro, começar a se esgotar. No passado, os planetas em torno de KOI 55, batizados apenas como .01 e .02, eram provavelmente astros com tamanhos similares aos de Júpiter e Saturno, os gigantes gasosos do Sistema Solar.

Quando a estrela começou a virar uma gigante vermelha, sua atmosfera estelar, ou envelope, começou a se expandir tanto que encobriu os dois planetas. Em estudo na edição de hoje da revista Nature, o grupo de Charpinet descreve o que acha que ocorreu após a estrela engolir os planetões. Esse astros, dizem, só acabaram engolfados na atmosfera estelar porque, apesar de ser grandes, tinham órbitas curtas, como a Terra.

Enquanto eles iam cavando seu caminho em meio ao envelope estelar, iam perdendo toda a camada exterior de gás e expelindo também o gás da atmosfera da gigante vermelha, fazendo-a perder massa, explicou Betsy Green, da Universidade do Arizona, astrônoma que participou do estudo.

"Se os planetas já fossem pequenos naquela época, provavelmente não teriam sobrevivido. Só existem hoje porque começaram com uma quantidade de massa grande antes de sofrer atrito."

A vingança dos planetas é que eles próprios acabaram varrendo para fora a atmosfera da gigante vermelha, e KOI 55 pode ter perdido mais de 50% de sua massa. Agora ela é uma estrela da classe das sub-anãs quentes tipo B, que possuem um núcleo de hélio inerte e geram energia por fusão nuclear em camadas mais exteriores.

A descoberta dos planetas ocorreu meio por acaso. Charpinet e Green começaram a observar a KOI 55 para entender os modos de vibração da estrela, que exibe movimentos similares aos terremotos da Terra. A vibração causa oscilações no brilho que podem revelar propriedades da estrela, como sua massa e seu raio.
Fonte: AFP

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Subsolo de Marte é propicio à vida microbiana


Vastas regiões nas profundidades do subsolo de Marte são suscetíveis para abrigar uma vida microbiana, anunciaram cientistas australianos que compararam as condições de vida no Planeta Vermelho com as da vida na Terra.

Apesar de apenas 1% do volume total da Terra (do núcleo à alta atmosfera) abrigar alguma forma de organismo vivo, a proporção alcançaria em tese 3% do volume de Marte, em especial nas regiões subterrâneas, segundo Charley Lineweaver, da Universidade Nacional da Austrália.

"O que estamos tentando fazer é, simplesmente, pegar todas as informações de que dispomos, uni-las e perguntar:: 'este conjunto é coerente com a vida em Marte?'", destacou o astrobiólogo Lineweaver.

"A resposta é sim. Vastas regiões de Marte são compatíveis com a vida terrestre na comparação das temperaturas e da pressão terrestre com as que se encontra no planeta Marte", completou.

A escassa pressão e as temperaturas de 60 graus centígrados abaixo de zero não permitiriam, por exemplo, a formação de água líquida na superfície de Marte, mas nas profundidades do subsolo, porém, existem condições para a existência de vida microbiana.

A presença de água em Marte, na forma de argila hidratada, foi constatada por sondas americanas lançadas desde a década de 1970, mas nenhum rastro de vida orgânica presente foi detectado até hoje.

A Nasa lançou recentemente o robô explorador Curiosity, o mais sofisticado e mais pesado já enviado a outro planeta, para investigar precisamente se a vida já existiu em Marte.

O robô deve pousar em Marte em meados de 2012 ao pé de uma montanha de 5.000 metros de altura na região marciana de Gale.
Fonte: AFP

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cientistas dizem que quanto mais amigos no Facebook, maior é o seu cérebro


 
Quanto mais amigos você tem no Facebook, maior é o seu cérebro. Estudiosos da University College of London decidiram realizar uma pesquisa para analisar quais são os efeitos das redes sociais e da internet, em geral, no corpo humano. E os resultados foram curiosos – e até mesmo o inverso do que muita gente espera.

Muitas pessoas acreditam que gastar tempo na rede pode ser negativo. No entanto, o estudo, que entrevistou 125 estudantes da universidade, todos usuários do Facebook, mostrou que as pessoas mais populares têm uma importante parte do sistema nervoso central maior do que as outras: a massa cinzenta.

A região é a responsável pelo processamento das informações no cérebro, especialmente em relação à memória e respostas emocionais. Em algumas outras partes do cérebro, há também uma diferença de tamanho, como na temporal direita, que é associada ao autismo.

Os cientistas, porém, não sabem se o aumento do cérebro é uma causa ou conseqüência para o alto número de amigos. Ryota Kanai, primeiro autor do estudo, acredita que este é um importante pontapé inicial para este tipo de pesquisa.

"O tempo nos dará as respostas de que precisamos sobre o quanto a internet está fazendo alguma interferência no nosso cérebro", comentou.

Via Gizmodo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Americano encontra cobra com 2 cabeças no quintal de sua casa

Paul Carver achou o réptil em Clarksville, no Tennessee.
Ele entregou a cobra para a agência ambiental do estado.

 

O norte-americano Paul Carver encontrou um filhote de cobra com duas cabeças no quintal de sua casa em Clarksville, no estado do Tennessee (EUA), segundo a emissora de TV "WTSP".

Carver entregou o réptil para a agência de preservação ambiental do estado. A descoberta surpreendeu os agentes do órgão.
"Eu nunca vi nada assim antes", disse o agente Dale Grandstaff, que trabalha há 13 anos na agência.

 

sábado, 24 de setembro de 2011

Descoberta que contradiz teoria de Einstein intriga ciência

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A teoria da relatividade, descrita por Albert Einstein, é um dos pilares da física atual
Foto: Divulgação
Cientistas estão intrigados pelos resultados obtidos por cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em inglês), em Genebra, que afirmaram ter descoberto partículas subatômicas capazes de viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

Neutrinos enviados por via subterrânea das instalações de Cern para o de Gran Sasso, a 732 km de distância, pareceram chegar ao seu destino frações de segundo mais cedo que a teoria de um século de física faria supor.
» Cientistas debatem descoberta na Suíça
As conclusões do experimento, que serão disponibilizadas na internet, serão cuidadosamente analisadas por outros cientistas.

Um dos pilares da física atual – tal e qual descrita por Albert Einstein em sua teoria da relatividade – é que a velocidade da luz é o limite a que um corpo pode viajar. Milhares de experimentos já foram realizados a fim de medi-la com mais e mais precisão.

Até então nunca havia sido possível encontrar uma partícula capaz de exceder a velocidade da luz.

"Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenômeno. Queríamos encontrar erros – erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados – e não encontramos", disse à BBC um dos autores do estudo, Antonio Ereditato, ressaltando a cautela do grupo em relação às próprias conclusões.

"Quando você não encontra nada, conclui, 'Bom, agora sou obrigado a disponibilizar e pedir à comunidade (científica internacional) que analise isto'."

PARTÍCULAS ACELERADAS - Já se sabe que os neutrinos viajam a velocidades próximas da da luz. Essas partículas existem em diversas variedades, e experimentos recentes observaren que são capazes de mudar de um tipo para outro.

No projeto de Antonio Ereditato, Opera Collaboration, os cientistas preparam um único feixe de um tipo de neutrinos, de múon, e os envia do laboratório de Cern, em Genebra, na Suíça, para o de Gran Sasso, na Itália, para observar quantos se transformam em outro tipo de neutrino, de tau.

Ao longo dos experimentos, a equipe percebeu que as partículas chegavam ao seu destino final alguns bilionésimos de segundo abaixo do tempo que a luz levaria para percorrer a mesma distância.

A medição foi repetida 15 mil vezes, alcançando um nível de significância estatística que, nos círculos científicos, pode ser classificada como uma descoberta formal.

Entretanto, os cientistas entendem que erros sistemáticos, oriundos, por exemplo, das condições em que o experimento foi realizado ou da calibração dos instrumentos, poderia levar a uma falsa conclusão a respeito da superação da velocidade da luz.

"Meu sonho é que outro experimento independente chegue à mesma conclusão – nesse caso eu me sentiria aliviado", disse o cientista.

"Não estamos afirmando nada, pedimos a ajuda da comunidade para entender esses resultados malucos – porque eles são malucos. As consequências podem ser muito sérias."

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nasa divulga imagem inédita de Marte

A captura foi durante uma jornada a procura de água no Planeta Vermelho

A Nasa divulgou nessa terça-feira a imagem de um local na qual nunca havia sido explorado. A captura das pedras e rochas foi durante a jornada Exploration Rover Opportunity, oportunidade na qual a empresa está procurando água em Marte. A exploração já percorreu 21 km pelas terras desconhecidas.

O carrinho, que tem o tamanho de um carro de golfe, retransmitiu a sua chegada ao ponto chamado Ponto Espírito na borda da cratera Endeavour, após subir para fora da cratera Victoria.

A Nasa descreveu o ato como um novo capítulo marcante na história da exploração de Marte, sendo algo fundamental na tomada de futuras missões humanas ao planeta.