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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Carimbo de 2 mil anos confirma rituais religiosos em Jerusalém



Arqueólogos israelenses anunciaram no último domingo a descoberta de um carimbo de barro de 2 mil anos de idade, perto do Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental de Jerusalém. A pequena peça é uma confirmação de rituais religiosos no templo bíblico judaico descritos em textos antigos.
O objeto contém as palavras em aramaico “puro por Deus”, sugerindo que fora usado para certificar comida e animais usados em cerimônias de sacrifícios.
O Muro Ocidental é parte de um complexo reverenciado por judeus como o Monte do Templo, e por Islâmicos como Santuário Nobre. Ficam no local a mesquita islâmica Al-Awsa e o Domo de Rocha
"Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que eles fossem puros", afirmou a autoridade de antiguidades de Israel, em nota.
Os pesquisadores acreditam que é a primeira vez em que o carimbo foi escavado.
Da Agência O Globo

domingo, 16 de outubro de 2011

Pinzón ou Cabral: quem chegou primeiro ao Brasil?

Professor explica porque portugueses ficaram com a fama.
 
Do G1 PE, com informações do Bom Dia PE
 
 Afinal, quem chegou primeiro ao Brasil: o português Pedro Álvares Cabral ou o espanhol Vincente Pinzón? O descobrimento do Brasil é o assunto da reportagem de história do Projeto Educação nesta sexta-feira (15), com o professor Paulo Chaves.

No Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, a cena se repete nos dias atuais: navios imensos sobre o mar transportando mercadoria de um continente para outro. No fim do século 15, essa era impossível imaginar a situação. O oceano Atlântico era considerado um perigoso mistério, chamado também de “Mar Tenebroso” – mas foi vencido por homens que se lançaram na aventura das grandes navegações.

O professor Paulo Chaves explica que o homem europeu, durante a Idade Média, tinha um conhecimento muito limitado da geopolítica mundial. “Ele conhecia naturalmente o norte da África, parte do Oriente, mas não conhecia, por exemplo, a América e tampouco a Oceania”, contextualiza. A inserção desses novos mundos trouxe naturalmente uma movimentação cultural muito intensa. “Além de, obviamente, os europeus passarem a ter acesso a outros produtos que até então desconheciam, como tabaco e cacau, que são tipicamente americanos”.

O chamado eixo do mundo é transferido: sai do Mediterrâneo para o Atlântico, tornando, inclusive, as atividades comerciais não mais ligadas exclusivamente à Europa e ao Oriente, mas transformando a economia em uma atividade de caráter mundial.

Quem chegou primeiro?
A versão mais conhecida por todos defende que o primeiro europeu a tocar no Brasil, pelo território da Bahia, foi o português Pedro Álvares Cabral, em abril de 1500. Só que novas pesquisas hoje apontam que, na realidade, em janeiro de 1500, um navegador chamado Vincente Pinzon e seu contra-almirante Diego de Lepe estiveram no Brasil. “Três meses, aproximadamente, antes de Cabral ele teria tocado nessa região conhecida hoje como Cabo de santo Agostinho e batizado a região de Santa Maria de la Constelación”, conta o professor.

Nessa época, segundo Chaves, a Espanha estava engessada, impossibilitada de revelar essa descoberta com o orçamento que tinha. “Até porque o objetivo de Pinzón era chegar ao rio Amazonas, como de fato aconteceria. Ele sai daqui e segue direto para o rio Amazonas, onde realizará uma primeira exposição sobre a região. Mas a Espanha estava impedida de revelar a chegada de Pinzón a esse território justamente pelo Tratado de Tordesilhas, já que esse território era área do domínio português”, explica.

Em 1501, durante o período pre-colonial, a primeira expedição oficialmente enviada ao Brasil veio sob o comando do navegador Gaspar de Lemos, que também havia estado em 1500 com Cabral no Brasil. E ao navegar pelas costas brasileiras, batizando-as de costa Pau Brasil, ele batiza oficialmente essa região oficialmente com o nome de Cabo de Santo Agostinho.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Resumo histórico da Independência do Brasil



A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I as margens do riacho do Ipiranga em São Paulo.
Causas:
- Vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar a autonomia política;
- Desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa no Brasil;
- Tentativa da Coroa Portuguesa em recolonizar o Brasil.
Dia do Fico
- D. Pedro não acatou as determinações feitas pela Coroa Portuguesa que exigia seu retorno para Portugal. Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro negou ao chamado e afirmou que ficaria no Brasil.
Medidas pré independência:
Logo após o Dia do Fico, D. Pedro I tomou várias medidas com o objetivo de preparar o país para o processo de independência:
- Organização a Marinha de Guerra
- Convocou uma Assembleia Constituinte;
- Determinou o retornou das tropas portuguesas;
- Exigiu que todas as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa deveriam, antes de entrar em vigor no Brasil, ter a aprovação de D. Pedro.
- Visitou São Paulo e Minas Gerais para acalmar os ânimos, principalmente entre a população, que estavam exaltados em várias regiões.
A Proclamação da Independência
Ao viajar de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu uma carta da Coroa Portuguesa que exigia seu retorno imediato para Portugal e anulava a Constituinte. Diante desta situação, D. Pedro deu seu famoso grito, as margens do riacho Ipiranga: “Independência ou Morte!”
Pós Independência
- D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822;
- Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;
- Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, ocorreram revoltas, comandadas por portugueses, contrárias à independência do Brasil. Estas manifestações foram duramente reprimidas pelas tropas imperiais.  

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fidel Castro faz 85 anos

 


O líder cubano Fidel Castro festeja neste sábado 85 anos, afastado do poder, depois de legar a seu irmão Raúl a gigantesca missão de reformar o esgotado modelo econômico socialista que vigorou na ilha durante meio século.

Durante o VI Congresso do Partido Comunista Cubano, Fidel Castro deixou o último cargo, a chefia do PCC, mas seu ideário é exaltado no discurso oficial, por diversos setores e líderes da América Latina.

Castro chega aos 85 anos no momento em que uma esquerda diversificada governa a região (Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Uruguai, Paraguai, El Salvador e Nicarágua). O que um dia sonhou conseguir pelas armas, chegou pelas urnas.

As celebrações do aniversário chegam ao auge na noite de sexta-feira com a "Serenata de la fidelidad", organizada pela Fundação do amigo e pintor equatoriano Oswaldo Guayasamín (1919-99), no Teatro Karl Marx de Havana, mas ainda não foi confirmada sua presença.

Depois de 48 anos no poder, Fidel foi acometido de doença grave, passando o comando ao irmão Raúl em 31 de julho de 2006, marcando o fim de uma era na história da ilha, de 11 milhões de habitantes que, paulatinamente, foram se acostumando a sua ausência.

Raúl impulsiona 300 medidas avalizadas em abril pelo VI Congresso do Partido Comunista (PCC), que incluem a abertura ao setor privado e ao capital externo, além dos cortes de um milhão de empregos e dos subsídios concedidos, como forma de desmontar o Estado paternalista de Fidel.

"Raúl está no comando. Fidel deu a ele autoridade para tomar decisões, mas ainda impõe limites, principalmente nas reformas, que seguem lentas, com cautela", disse à AFP Michael Schifter, presidente do Diálogo Interamericano, com sede em Washington.

Consagrando as reformas de seu irmão, Fidel causou impacto há um ano com a frase "o modelo cubano já não funciona nem sequer para nós mesmos".

"Seu momento histórico passou. O Congresso marca a consolidação de Raúl, que é pragmático e racional, mas não democrata, e está tentando resolver os erros e fracassos deixados por seu irmão. A Cuba de hoje não é a mesma que a de 2006", opinou o economista opositor Oscar Espinosa.

O aniversário o encontra ocupado com o tratamento contra o câncer, realizado em Cuba pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, a quem investiu da responssabilidade de "herdeiro político", demonstrando sua "agudeza conspirativa", segundo o analista cubano Arturo López-Levy.

"Fidel é o grande conselheiro das decisões estratégicas no país. Na América Latina, é visto como um patriarca da esquerda que aconselha Chávez e reflete sobre os modelos socialistas e seus erros", acrescentou.

Homem das tribunas e dos discursos quilométricos, Fidel dedicou-se a escrever artigos na imprensa sobre os problemas mundiais - já somam 361 - a partir de seu retiro, na casa da zona oeste de Havana, onde vive com a mulher Dalia Soto del Valle.

"Apesar do afastamento, mantém a liderança dentro e fora de Cuba. Agora está publicando menos porque voltado para acompanhar a saúde de Chávez, mas está aí", disse Dayamí Arroyo, uma trabalhadora de 32 anos.

Na primeira etapa da enfermidade, o outrora barbudo guerrilheiro de uniforme verde oliva aparecia em vídeos e fotos; mas, há um ano, mostrou uma inesperada recuperação e saiu em público.

Filho de um imigrante galego latifundiário com uma camponesa cubana, nasceu em Birán (sudeste), sendo o único sobreviviente dos protagonistas de la Guerra Fria e uma das figuras mais polêmicas do século XX.

Governou sempre confrontado aos Estados Unidos, sendo considerado por seus seguidores um revolucionário humanista e, pelos opositores, um ditador.

Inimigos em Miami e Washington apostavam que a revolução em Cuba desapareceria quando morresse. Mas sua doença levou a uma sucessão em vida que criou um cenário não previsto por ninguém.

Para analistas, está em curso a transição ordenada numa Cuba diferente do modelo "Fidel no timão", sem os distúrbios pronosticados. À pergunta: o que acontecerá na ilha quando ele morrer?, a população responde: um funeral.

Fonte: AFP