Entenda a crise no Mali
País está dividido desde março de 2012, com norte dominado por islamitas.
França enviou tropas para ajudar governo a retomar território.
Mais presente no noticiário
internacional nos últimos dias devido ao aumento da
intervenção
francesa,
o Mali vive uma crise interna desde março de 2012, quando
militantes islâmicos tomaram conta do norte do país e o dividiram em
dois.
A ofensiva
desencadeou um golpe militar, que levou os rebeldes
islâmicos a reforçarem sua intervenção, d
eclarando independência
unilateral do norte - o que fez com que o ocidente temesse que a área se
tornasse um
santuário para extremistas.
A área tomada pelos rebeldes, classificada como estado de Azawad, e um pouco maior que a França
em território, e compreende cerca de dois terços da área do país. Desde
o início da revolta, os rebeldes passaram a
avançar cada vez mais em
direção ao sul – no dia 14 de janeiro, eles estavam a cerca de 400 km da
capital, Bamako.
Desde o início da crise – a maior no país desde 1960, quando se tornou
independente da França – o Mali já enviou quase 150 mil refugiados aos
países vizinhos, segundo dados do Acnur, agência da ONU
para os refugiados. Também há cerca de 230 mil deslocados internos,
segundo o escritório de Assuntos Humanitários da ONU. Os refugiados
estão na Mauritânia (54.100), em Níger (50 mil), em Burkina Faso
(38.800) e na Argélia (1.500).
Mulheres protestam contra crise no Mali (Foto: Reuters)
No início de 2013, os
grupos islamitas ligados à Al-Qaeda levaram a
França a entrar no conflito ao avançar de seu reduto, no norte do Mali,
para regiões controladas pelo governo.
A França e seus aliados planejavam dedicar os primeiros meses de 2013 à
reconstrução do Exército do país, decomposto pelo golpe, pois se
acreditava que não haveria nenhuma ofensiva islamita antes de setembro.
Entretanto, a França fez uma repentina
intervenção no dia 11 de
janeiro, com a mobilização de soldados em Bamako, e f
ortes bombardeios
nos dias seguintes em uma vasta
área desértica dominada pela aliança
islâmica.
O país justificou-se afirmando que
a operação impediu que os rebeldes
tomassem a capital – o pedido foi feito pelo presidente Dioncounda
Traoré após os rebeldes tomarem a cidade de Konna.
O presidente da França, François Hollande,
disse que o objetivo do seu governo é apenas dar apoio a uma missão
militar do bloco regional Ecowas para recuperar o norte do Mali,
conforme prevê uma resolução de dezembro do Conselho de Segurança da
ONU. No mesmo dia, o bloco regional autorizou a mobilização de tropas.
Além da França, Reino Unido e Canadá também se envolveram nos combates, enviando aviões cargueiros para o governo do Mali.
O governo francês está determinado a acabar com o domínio islâmico no
norte da sua ex-colônia, devido aos
temores de que essa região se torne
uma base de lançamento para ataques contra o Ocidente e para uma
coordenação com a Al Qaeda no Iêmen, Somália e norte da África.
A França pede um envolvimento mais rápido das forças da Comunidade
Econômica dos Países do Oeste da África (Cedeao, siglas em francês). Por
ora, alguns países como Burkina Faso, Nigéria e Senegal se
comprometeram a contribuir com 500 soldados cada um.
Do G1, com agências internacionais
editado por escolavirtual1