sábado, 23 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Beleza Africana
Ao
contrário do que muitos imaginam o continente africano é repleto de lindas e
ricas paisagens não só no que tange aspectos ambientais mais também econômicos.
Esse
belo continente vai muito além de Desertos e Savanas.
Confira
a nossa mais nova série de matérias
Oportunidade de emprego 37 mil vagas
O trabalhador que procura uma nova colocação no mercado de trabalho já pode se candidatar às 37.017 vagas de emprego divulgadas nesta semana. As chances são distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Distrito Federal.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
UFRPE condena captura ilegal de tubarões
Universidade diz que prática é resultado de atividades de grupos particulares
Nos últimos meses, alguns exemplares de espécies de tubarão em risco de extinção foram capturados no Estado. A prática ilegal gerou polêmica nas redes sociais e muitos usuários ligaram a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) às capturas. Em meio à polêmica, a Universidade divulgou nota, nesta quarta-feira (20), esclarecendo a situação. A instituição de ensino diz que não tem envolvimento nesses atos, que teriam sido praticados por grupos particulares.
"A UFRPE não pactua com as práticas de pesca divulgadas por tais grupos informais, as quais descaracterizam a atividade definida na Lei 11.959 de 2009, Art. 8º que permite apenas a pesca para fins comerciais, de subsistência, amador ou científico". A Universidade explica que o Cemit é o órgão responsável pelos incidentes com tubarões e realiza constantes atividades de monitoramento. Apesar disso, muitos grupos particulares realizam monitoramento com fins próprios.
A Universidade diz que "lamenta fortemente que o 'monitoramento paralelo realizado com incentivo aos pescadores locais', promovido por grupos particulares tenha resultado na captura de exemplares de espécies 'ameaçadas de extinção'.” A instituição afirma contribuir com a conservação da biodiversidade brasileira através de pesquisas que seguem a legislação ambiental. Além disso, lembra que faz parte do comitê do Cemit, onde exerce a presidência.
"A UFRPE não tem por filosofia o estímulo de práticas que não estejam estritamente definidas nos códigos de ética ou conduta e na legislação em vigor. Além disso, informamos que também estamos fundamentados na Lei de Crimes Ambientais nº. 9.605/1998 e nas Instruções Normativas 05/2004 e 52/2005 do Ministério do Meio Ambiente – MMA, que trata das espécies 'ameaçadas com extinção'.”
Do JC Online
ONU destaca segurança alimentar durante assembleia geral em Nova York
O papel que a Quinoa pode desempenhar
para a
erradicação da fome e da pobreza e o fomento da nutrição.
A preocupação com a segurança alimentar no mundo deve dar o tom da sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorre hoje (20) em Nova York. O evento, realizado anualmente, será marcado pelo lançamento do Ano Internacional da Quinoa.
Ao reconhecer o valor nutricional do grão - que, segundo especialistas, reúne todos os aminoácidos essenciais para a alimentação adequada de uma pessoa, além de vitaminas, minerais, ácidos graxos e fibras -, as autoridades internacionais pretendem fazer um alerta sobre a importância desse tipo de alimento para o esforço mundial de combate à fome.
A proposta de representantes de países andinos e de de organismos da ONU ligados à questão produtiva e alimentar é mostrar que cereais como a quinoa, tradicionalmente consumidos por populações de várias classes econômicas nesses países, podem ser facilmente incorporados a uma alimentação balanceada em qualquer lugar do mundo. Considerando o custo significativamente reduzido do produto, a inclusão do grão nas refeições pode significar, a partir de medidas simples de governos, a solução de muitos problemas de nutrição que ainda afetam grande parte da população mundial.
No discurso previsto para o início da manhã, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, o presidente da Bolívia, Evo Morales, e a primeira-dama do Peru, Nadie Heredia, devem destacar o papel que esse grão pode desempenhar para a erradicação da fome e da pobreza e o fomento da nutrição. As autoridades internacionais também devem lembrar que a importância nutricional que o cultivo da quinoa teve para as civilizações pré-colombianas andinas.
Graziano ainda participa, no período da tarde, do encontro do Grupo de Alto Nível sobre Segurança Alimentar e Nutricional. Está prevista a presença do ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, do ministro da Agricultura, Pecuária, Aquicultura e Pesca do Equador, Javier Ponce Cevallos, da ministra do Desenvolvimento Rural e de Terras da Bolívia, Nemesia Achacollo, e do ministro da Agricultura do Peru, Milton von Hesse La Serna.
Carolina Gonçalves
Edição: Graça Adjuto
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Dilma diz que 'falta pouco' para Brasil erradicar a miséria
Governo elevou renda do Bolsa Família para chegar a R$ 70 per capita.
Ela afirmou que Estado deve buscar quem ainda não recebe benefício social.
A presidente Dilma Rousseff disse, durante discurso nesta terça-feira (19), que "falta pouco" para o Brasil erradicar a miséria. Ao anunciar a ampliação do programa Bolsa Família para quem vive com menos de R$ 70 por mês, Dilma citou que se trata de um dos momentos mais importantes de sua gestão.
"Não estamos dizendo que não existem mais brasileiros extremamente pobres ou destituídos da condição de vida digna. Infelizmente, ainda existe. Nós sabemos disso. É necessário inclui-los para que recebam o beneficio que têm direito. Por isso falamos em busca ativa. É necessário encontrá-los. O estado deve ir atrás. Não deve esperar que esse brasileiro bata a nossa porta. O que estamos garantindo aqui hoje é que o mais difícil já foi feito. Falta pouco para que não haja mais brasileiros mergulhados na miséria", disse a presidente.
Dilma afirmou que a ampliação do Brasil Sem Miséria tem “força simbólica”. “Nesta sala eu já assinei vários atos. Já tive a honra e a alegria de participar de vários e importantes lançamentos, atividades para o país e para diferentes setores sociais. Mas tenho certeza que nenhum deles tem a força simbólica e o efeito imediato deste ato que hoje assino. Com ele, o Brasil vira uma página decisiva na nossa longa história de exclusão social”, destacou.
Ela complementou que os 2,5 milhões que receberão complemento de renda são “os últimos brasileiros extremamente pobres inscritos no cadastro do Bolsa Família a transpor a extrema miséria”.
No discurso, a presidente citou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que foi a primeira gestão federal a “trazer a questão social para o centro do debate nacional”.
Ela citou que, após erradicar a miséria, o Brasil precisa alcançar outras metas, como emprego de qualidade.
“Estamos virando uma página decisiva na nossa longa história de exclusão social que tem a marca perversa da escravidão. Outras páginas precisam ser viradas. Como acesso a emprego de qualidade, por isso, os cursos de capacitação. [...] O governo federal tem feito sua parte. Cabe aqui agradecer a parceria de todos os estados e dos municípios nessa empreitada histórica.”
A presidente pediu que os municípios continuem buscando pessoas que ainda estão abaixo da linha da pobreza. “Quero propor um grande campeonato pela justiça e pela igualdade em nosso pais. Vamos todos juntos desvelar e varrer por completo a pobreza extrema invisível de nosso território. Vamos preencher as lacunas do nosso cadastro único.”
Durante discurso, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, disse que o governo não descuidará da busca de mais famílias que vivam em situação de miséria. “Estamos trabalhando muito para isso. Procurar todos os brasileiros que devem fazer parte do Cadastro Único. Já localizamos mais de 800 mil famílias e juntos com os prefeitos eleitos temos ambição de localizar mais 700 mil. Não descuidaremos do nosso cadastro. Temos orgulho de ter um dos cadastros mais focalizados do mundo. É só um começo.”
Priscilla Mendes
Veja como seria o céu das grandes cidades sem poluição luminosa
Se pudéssemos apagar todas as luzes de uma cidade, teríamos um verdadeiro espetáculo natural no céu noturno.
Quem vive em cidades grandes e passa uma noite na praia ou no campo já deve ter percebido como é diferente a visão do céu. Por causa da poluição luminosa causada pela iluminação pública e privada, quase não se vê estrelas nos grandes centros urbanos. Essa é uma característica que vai além do deslumbre visual e que chega, inclusive, a afetar a vida dos animais noturnos que habitam essas regiões. Por isso, há até mesmo projetos que tentam minimizar essa poluição em algumas cidades e, se um dia eles forem implementados, pode ser que voltemos a ter um céu estrelado como o da área rural.
Tokyo sem eletricidade
Para ter uma ideia do que estamos perdendo, você pode conferir as fotografias do artista Thierry Cohen, que usa a composição de imagens na expectativa de tentar recriar a visão que teríamos do céu, caso abolíssemos a iluminação artificial.
São Paulo também foi registrada pelas lentes de Cohen
E não pense que a montagem é feita ao acaso, pois Cohen é bastante criterioso ao capturar as fotografias que formam a imagem final. Primeiramente, o artista fotografa a área urbana, anotando precisamente o ângulo, horário e coordenadas usadas naquele momento. Depois, ele realiza os cálculos necessários e se beneficia da rotação da Terra para encontrar em desertos, planícies e outras áreas remotas o mesmo céu que não estava visível no momento da primeira fotografia. Assim, Cohen pode capturar o céu estrelado exato que faltava nas grandes cidades.
Que tal essa vista da ponte do Brooklyn, em Nova York? Fonte da imagem: Reprodução/Thierry Cohen
Por isso, as imagens finais criadas pelo artista são muito mais do que uma montagem, mas uma recriação fiel de como seria o céu naquele momento.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Terremotos atigem países neste sábado
Um terremoto de magnitude 4,8 atingiu o centro de Roma por volta
das 19h15 (horário de Brasília) deste sábado (16), de acordo com o Instituto
Nacional de Geofísica e de Vulcanologia da Itália.
O
epicentro do tremor foi a 90 quilômetros a sudoeste de Roma, próximo das
cidades de Sora e Isola del Liri, e foi sentido na capital. Moradores de
Nápoles e da região de Abruzzo também sentiram a terra tremer.
Até
o momento, as autoridades não souberam precisar os danos causados pelo tremor e
nem se houve vítimas.
A
área onde o terremoto foi registrado é considerada como uma zona de alta
periculosidade sísmica.
Mais tremores
Neste sábado, Filipinas e Nova Zelândia foram atingidas por terremotos. Um tremor de magnitude 6,2 atingiu a ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, sem que as autoridades tenham informado sobre vítimas ou a possibilidade de um tsunami se forma.
O Serviço Geológico
dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que registra a atividade sísmica
no mundo todo, localizou o hipocentro do sismo a 99,2 km de profundidade no mar
e a 83 km da cidade de General Santos.
Já a Nova Zelândia foi atingida por um terremoto de magnitude
6,3, mas as autoridades também não lançaram nenhum alerta de tsunami nem anunciaram
vítimas.
No último terremoto de grandes proporções no país, em fevereiro
de 2011, 185 pessoas morreram depois que um sismo de magnitude 6,3 sacudiu a
cidade de Christchurch, no sul, e danificou 30 mil construções.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Cientistas comprovam existência de lulas voadoras
TÓQUIO - Parece uma esquadrilha de "drones" (aviões teleguiados), mas, na realidade, são pequenas lulas que conseguem voar a mais de 11 metros por segundo para fugir de seus predadores.
Assim como mísseis, estes moluscos se ejetam do mar lançando poderosos jatos de água à pressão, antes de posicionar suas nadadeiras como asas, explica Jun Yamamoto, da Universidade de Hokkaido, em estudo japonês publicado na revista Marine Biology.
A velocidade dessas lulas é ainda mais do que a do homem mais rápido do planeta: Usain Bolt percorreu 10,31 metros por segundo durante os Jogos Olímpicos de Londres em 2012.
"Até agora, só havia testemunhos e rumores e ninguém sabia exatamente como estes animais faziam para voar, mas finalmente temos provas", afirmou Yamamoto, baseando-se em fotos. Numa dessas fotos, se vê cerca de 20 lulas voando em formação.
Em julho de 2011, Yamamoto e sua equipe acharam um grupo de 100 lulas em pleno Oceano Pacífico, a uns 600 km de Tóquio. Quando seu barco se aproximou, os pequenos moluscos de 20 centímetros de saíram disparados como foguetes. "Depois de lançarem um jato de água, elas começaram a voar graças a suas nadadeiras", indica a equipe de Jun Yamamoto em um relatório.
Segundo Yamamoto, elas permanecem no ar durante uns três segundos percorrendo uma distância de aproximadamente 30 metros. "Ao cair, recolhem as nadadeiras para amortecer o choque, e entram na água de forma aerodinâmica", afirma o relatório.
"Também descobrimos que esta lula não se limita a sair da água, também tem uma posição aerodinâmica muito elaborada para voar", prossegue.
Ao planar, a luta visa a fugir de um possível predador, mas, segundo os autores do estudo, também pode ficar a mercê de outros predadores, os pássaros marinhos.
Há apenas um mês, outros cientistas japoneses, assim como cadeias de televisão do Japão e dos Unidos, anunciaram ter filmado pela primeira vez uma lula gigante a 900 metros de profundidade no Oceano Pacífico.
O mítico molusco, de cor prateada, foi filmado em 10 de julho de 2012 por uma equipe do Museu Científico Nacional japonês em colaboração com a cadeia pública japonesa NHK e o Discovery Channel.
Da Agência France Presse.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Estudo revela que tigre-da-Tasmânia foi extinto pelo homem
Cientistas australianos que pesquisam a extinção do tigre da Tasmânia puseram a culpa exclusivamente nos humanos, afirmando ter uma desbancado uma longa teoria que apontava uma doença como a responsável pelo desaparecimento do animal.
O último exemplar do animal, também conhecido como tilacino, morreu no zoológico de Hobart, em setembro de 1936, e embora ao longo dos anos tenha havido avistamentos numerosos em ambiente selvagem, ele foi declarado extinto em 1986.
Quando colonos europeus chegaram ao estado insular da Tasmânia (sul), em 1803, o tilacino - um marsupial carnívoro arisco com aparência de um cão esguio e de grande porte com pele listrada e cabeça semelhante à de um lobo - era comum.
Sua extinção final esteve ligada a um tipo de cinomose que acabou com os exemplares remanscentes, mas estudiosos da Universidade de Adelaide afirmam ter provado que a doença não foi a causa principal.
"Muitas pessoas acreditam que a caça por recompensa sozinha não poderia ter extinguido o tilacino e, portanto, alegam que uma doença epidêmica desconhecida deve ter sido a responsável", disse Thomas Prowse, cientista que chefiou o estudo, publicado na última edição do periódico Journal of Animal Ecology.
"Achamos que poderíamos simular a extinção do tilacino, inclusive a observada rápida queda populacional após 1905, sem a necessidade de invocar uma doença misteriosa", acrescentou.
A equipe de Prowse usou a modelagem de interação de novas espécies para estudar como a chegada de criadores de ovelhas europeus impactou o tilacino de várias maneiras, inclusive com a caça por recompensa entre 1830 e 1909.
"É importante destacar que também consideramos os efeitos indiretos da redução das presas do tilacino - cangurus e wallabies - devido à colheita humana e a competição com as milhões de ovelhas introduzidas" em seu ambiente, disse Prowse.
"Nós demonstramos que os impactos negativos dos colonos europeus foram poderosos o suficiente que, mesmo sem qualquer epidemia, a espécie não poderia escapar da extinção", acrescentou.
No passado, o tilacino era encontrado em toda a Austrália e a Nova Guiné. Acredita-se que o nativo dingo ou cão selvagem tenha contribuído para seu desaparecimento fora da Tasmânia.
Fonte: AFP
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Governo vai autorizar R$ 394 milhões para obras do Projeto São Francisco
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assina nesta segunda-feira (21), às 9h30, em Salgueiro (PE), uma ordem de serviço no valor de R$ 394,4 milhões para obras do Projeto São Francisco.
A ordem de serviço contempla atividades de instalação de canteiro, mobilização imediata de trabalhadores, barragens, passarelas, pontes, canais e túnel. Esta meta tem por objetivo a captação do Rio São Francisco no município de Cabrobó (PE) até o reservatório de Jati, no Ceará.
A ordem de serviço para obras complementares vai permitir a contratação de mais 600 trabalhadores na região de Cabrobó (PE), Salgueiro (PE), Verdejante (PE), Penaforte (CE) e Jati (CE). Atualmente, já são 1,4 mil funcionários trabalhando na Meta 1N, que deve estar concluída no segundo semestre de 2014 e ter investimento total de R$ 772,1 milhões.
Dos 16 lotes da obra, um já está concluído e nove estão em atividade. O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e apresenta 43% de execução. O empreendimento tem o objetivo de aumentar e garantir a segurança hídrica do Nordeste Setentrional nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
No final do ano passado, o ministro estimou que os investimentos em barragens, adutoras e outras obras de infraestrutura para enfrentamento de secas extremas e outros fenômenos climáticos pode ultrapassar R$ 5 bilhões em 2013.
A ordem de serviço contempla atividades de instalação de canteiro, mobilização imediata de trabalhadores, barragens, passarelas, pontes, canais e túnel. Esta meta tem por objetivo a captação do Rio São Francisco no município de Cabrobó (PE) até o reservatório de Jati, no Ceará.
A ordem de serviço para obras complementares vai permitir a contratação de mais 600 trabalhadores na região de Cabrobó (PE), Salgueiro (PE), Verdejante (PE), Penaforte (CE) e Jati (CE). Atualmente, já são 1,4 mil funcionários trabalhando na Meta 1N, que deve estar concluída no segundo semestre de 2014 e ter investimento total de R$ 772,1 milhões.
Dos 16 lotes da obra, um já está concluído e nove estão em atividade. O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e apresenta 43% de execução. O empreendimento tem o objetivo de aumentar e garantir a segurança hídrica do Nordeste Setentrional nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
No final do ano passado, o ministro estimou que os investimentos em barragens, adutoras e outras obras de infraestrutura para enfrentamento de secas extremas e outros fenômenos climáticos pode ultrapassar R$ 5 bilhões em 2013.
Fonte: Agência Brasil
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Rio Capibaribe será canal de transporte no Recife a partir de março de 2014
Dragagem de 13,9 km do curso começou nesta quinta
(Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)
Por Gabriela López, do Blog de Jamildo
Se tudo ocorrer como previsto, a partir de março de 2014 os recifenses poderão utilizar o Rio Capibaribe como canal de transporte público. Após superar um tropeço com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), foi iniciada nesta quinta-feira (17) a dragagem do curso. Avaliado em R$ 101 milhões o serviço de remoção de restrições à navegabilidade - como lixo, escombros e parte da vegetação - deverá durar 18 meses. Quando o projeto estiver pronto, 12 embarcações deverão transportar cerca de 335 mil passageiros por mês, com a realização de 156 viagens diárias, desafogando as vias terrestres.
Em novembro do ano passado, a promotora de Justiça Belize Câmara recomendou a suspensão da autorização ambiental de dragagem, argumentando que não foi produzido o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para a obra e que uma mera autorização não substituia aqueles documentos, exigidos por lei e por resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Entretanto, em uma reunião entre representantes do MPPE e da Agência de Meio Ambiente (CPRH) nessa terça (15), ficou acordado que promotores vão analisar um Plano de Controle Ambiental elaborado pela CPRH para ver se seu conteúdo equivale a um Estudo de Impacto Ambiental e o início da dragagem foi "liberado".
O trabalho será realizado pelo consórcio ETC&Brasília Guaíba, vencedor do processo licitatório Nº 009/2012, realizado em novembro do ano passado, e será dividido em duas etapas. Primeiro, será retirado o material contaminado (como metais pesados e esgoto) da camada inicial, que será levado para um terreno localizado na BR-101, onde passarão por análise da bacia de contenção e, em seguida, seguem para um aterro sanitário. Em seguida, será feita a retirada dos objetos não contaminados com uma escavadeira, os quais serão despejados no bota-fora oceânico, a uma distância de seis milhas báutica da costa litorânea.
Moradora do entorno do Parque de Santana, na Zona Norte da capital, onde ocorreu a cerimônia de início da dragagem, a jornalista Adriana Areias, 24 anos, demonstrou otimismo com o projeto. "Vai desafogar bastante o trânsito e melhorar o meio ambiente, já que as pessoas vão deixar os carros em casa. Hoje, eu demoro uma hora e meia para ir ao Centro. Já vi que tem uma estação lá, então acho que vou otimizar o tempo", contou.
Ao mesmo tempo, ela observou que o varredor responsável pela limpeza do parque próximo à área onde foi montado um palco para os discursos do governador Eduardo Campos (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), estava jogando os entulhos na direção do rio. "Só porque o governador vem aqui tem que jogar o lixo no rio?", reclamou.
Já o líder comunitário da Vila Santa Luzia, 35 anos, alertou para o fato de que a população que mora em palafitas da terceita etapa da comunidade Abençoada por Deus, às margens do Capibaribe, espera ser retirada da área para um habitacional, cujo projeto sequer foi elaborado. "As família da primeira etapa já estão em um habitacional. As da segunda estão esperando o habitacional ficar pronto, mas pelo menos estão recebendo auxílio-moradia", explicou.
Ele também disse que pleiteia com a Secretaria das Cidades para que os trabalhadores recrutados para as obras das estações sejam das comunidades do entorno. O projeto abrangerá oito áreas da capital pernambucana: Santo Antônio, São José, Boa Vista, Santo Amaro, Centro, Derby, Torre e Apipucos.
No próximo mês, o Governo do Estado começará o processo de licitação para a construção das sete estações de embarque e desembarque de passageiros. Os terminais serão construídos em locais que permitam a integração com os sistemas de ônibus e metrô e terão guichês para emissão de bilhetes, banheiros, estacionamento e bicicletário.
Veja as estações:
O trabalho será realizado pelo consórcio ETC&Brasília Guaíba, vencedor do processo licitatório Nº 009/2012, realizado em novembro do ano passado, e será dividido em duas etapas. Primeiro, será retirado o material contaminado (como metais pesados e esgoto) da camada inicial, que será levado para um terreno localizado na BR-101, onde passarão por análise da bacia de contenção e, em seguida, seguem para um aterro sanitário. Em seguida, será feita a retirada dos objetos não contaminados com uma escavadeira, os quais serão despejados no bota-fora oceânico, a uma distância de seis milhas báutica da costa litorânea.
Moradora do entorno do Parque de Santana, na Zona Norte da capital, onde ocorreu a cerimônia de início da dragagem, a jornalista Adriana Areias, 24 anos, demonstrou otimismo com o projeto. "Vai desafogar bastante o trânsito e melhorar o meio ambiente, já que as pessoas vão deixar os carros em casa. Hoje, eu demoro uma hora e meia para ir ao Centro. Já vi que tem uma estação lá, então acho que vou otimizar o tempo", contou.
Ao mesmo tempo, ela observou que o varredor responsável pela limpeza do parque próximo à área onde foi montado um palco para os discursos do governador Eduardo Campos (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), estava jogando os entulhos na direção do rio. "Só porque o governador vem aqui tem que jogar o lixo no rio?", reclamou.
Já o líder comunitário da Vila Santa Luzia, 35 anos, alertou para o fato de que a população que mora em palafitas da terceita etapa da comunidade Abençoada por Deus, às margens do Capibaribe, espera ser retirada da área para um habitacional, cujo projeto sequer foi elaborado. "As família da primeira etapa já estão em um habitacional. As da segunda estão esperando o habitacional ficar pronto, mas pelo menos estão recebendo auxílio-moradia", explicou.
Ele também disse que pleiteia com a Secretaria das Cidades para que os trabalhadores recrutados para as obras das estações sejam das comunidades do entorno. O projeto abrangerá oito áreas da capital pernambucana: Santo Antônio, São José, Boa Vista, Santo Amaro, Centro, Derby, Torre e Apipucos.
No próximo mês, o Governo do Estado começará o processo de licitação para a construção das sete estações de embarque e desembarque de passageiros. Os terminais serão construídos em locais que permitam a integração com os sistemas de ônibus e metrô e terão guichês para emissão de bilhetes, banheiros, estacionamento e bicicletário.
Veja as estações:
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Mudança climática faz os meses ficarem cada vez mais quentes
PARIS - Está cada vez mais claro que a mudança climática ligada à atividade humana é responsável pelo fato de os meses estarem ficando mais quentes a cada mês em todo o mundo, assegura um estudo divulgado esta semana.
Há em média cinco vezes mais meses com recordes de temperatura, que não seriam registradas se não fosse pela mudança climática", indicam os pesquisadores do Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK) e da Universidade Complutense de Madri no artigo publicado na revista científica Climatic Change.
"Em algumas partes de Europa, África e Ásia do Sul, o número de meses recorde foi multiplicado, inclusive por dez", indicam os autores que consideram que "80% destes recordes de temperaturas mensais não seriam registrados sem a influência do homem no clima".
Os pesquisadores desenvolveram um modelo estatístico com base em 131 anos de dados mensais de temperatura em mais de 12.000 lugares do planeta, fornecidos pela Nasa. A frequência dos recordes aumentou muito nos últimos 40 anos e não pode ser explicada por fenômenos naturais como el miño, afirma o estudo.
"As estatísticas por si mesmas não podem dizer qual é a causa de uma onda de calor, mas mostram um aumento importante e sistemático de muitos recordes de calor, que podem ser atribuídos à mudança climática", afirma Stefan Rahmstorf, coautor do estudo. "A ciência é clara: apenas uma pequena parte desses episódios se deve a causas naturais", alerta.
Da Agência France Presse,
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Poluição do ar mata mais que colesterol
Altas concentrações de poluente na atmosfera provocados pelas emissões de veículos a diesel já são um risco à saúde maior do que níveis elevados de colesterol. O alerta foi feito no ano passado por uma pesquisa divulgada na revista científica Lancet. De acordo com o levantamento, 3,2 milhões de pessoas morreram em decorrência de poluição em 2010, especialmente na Ásia. Em 1990 eram cerca de 800 mil.
O Estado de S.Paulo
Empresária transforma ciclofaixa em rota turística no centro de São Paulo
Negócio já fatura mais de R$ 1 milhão ao levar turistas para a Europa e agora oferece serviço semelhante na capital
O interesse do paulistano pelas ciclofaixas – que só abrem aos finais de semana e feriados e chegam a atrair 120 mil pessoas por dia – despertou a atenção da empresária Adriana Kroehne, dona da Bike Expedition. Ela acaba de lançar um passeio monitorado pela capital paulista e usa como rota um percurso de 30 quilômetros que se estende pela região central da cidade.
:
Os alvos de Adriana são empresas em busca de experiências e ações de relacionamento para executivos e clientes – brasileiros ou não. A ideia, diz a empreendedora, é correr para marcar posição em um setor cuja demanda começou a ganhar corpo nos últimos seis anos por conta da tendência global de usar a bicicleta como alternativa de transporte em grandes cidades.
“Esse é um produto com demanda no mundo inteiro, mas que sempre foi inviável em São Paulo por falta de estrutura. A gente simplesmente não quer colocar as pessoas em cima de bicicletas durante a semana e no meio do trânsito”, afirma Adriana, que há onze anos organiza pedaladas para turistas brasileiros em viagens à Europa.
O negócio ainda ocupa espaço incipiente nos resultados da pequena empresa, que neste ano vai faturar R$ 1,2 milhão após levar 30 grupos de até 12 pessoas a destinos como a Provença, no sudeste da França, ou Toscana, que integra províncias italianas famosas como Siena, Florença e Pisa.
Lançado há menos de um mês, o passeio por São Paulo dura três horas e custa R$ 180, incluindo o empréstimo da bicicleta, os acessórios de segurança e regalias como frutas, água, isotônicos e até um veículo - ele acompanha os ciclistas para que os mais casados possam relaxar.
“A dinâmica não é diferente dos nossos passeios na Europa. Montamos uma estrutura com guia, mecânico e um carro de apoio. No caso, levamos uma van com duas mesas montadas com alimentos e bebidas”, conta Adriana, que não gastou nada para lançar o produto. “O que teria de investir, para conhecer o mercado, fazer levantamentos, estudo de mercado, entrar nas agências, isso tudo a gente já tem”, destaca.
Negócio. Para Andrea Nakane, coordenadora da graduação de turismo da Universidade Anhembi Morumbi, a aposta em faturar com pedaladas por São Paulo tende a ser um negócio promissor, embora a empresa de Adriana Kroehne arque com os ônus de iniciar o modelo de negócio no Brasil.
“É um mercado a ser iniciado. A gente acredita que a evolução do cicloturismo demora a acontecer no País por conta da falta de infraestrutura. Mas é uma forte tendência no desenvolvimento de produtos turísticos, ainda não em São Paulo, mas no Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Curitiba”, afirma.
Segundo ela, há uma expectativa entre especialistas que o País, à sua maneira, siga o que acontece principalmente na Ásia e Europa, onde o uso de bicicletas como veículo de locomoção do turista é fortemente disseminado.
“A ciclofaixa deve ajudar nesse movimento. A gente brinca que visitar Amsterdã e não passear na cidade sobre as duas rodas da bicicleta é como ir a Roma e não ver o Papa. Andar de bicicleta por lá já se tornou uma verdadeira atração turística disponível para o visitante”, afirma.
Malha. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), São Paulo tem 230 quilômetros de malha cicloviária, entre ciclovias e ciclofaixas. Números do Ministério das Cidades apontam para 2,5 mil quilômetros de ciclovias e ciclofaixas no Brasil, para um total de 75 milhões de bicicletas.
Renato Jakitas, Estadão PME
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Uma nova guerra a vista ?
Entenda a crise no Mali
País está dividido desde março de 2012, com norte dominado por islamitas.
França enviou tropas para ajudar governo a retomar território.
Mais presente no noticiário internacional nos últimos dias devido ao aumento da intervenção francesa, o Mali vive uma crise interna desde março de 2012, quando militantes islâmicos tomaram conta do norte do país e o dividiram em dois.
A ofensiva desencadeou um golpe militar, que levou os rebeldes islâmicos a reforçarem sua intervenção, declarando independência unilateral do norte - o que fez com que o ocidente temesse que a área se tornasse um santuário para extremistas.
A área tomada pelos rebeldes, classificada como estado de Azawad, e um pouco maior que a França em território, e compreende cerca de dois terços da área do país. Desde o início da revolta, os rebeldes passaram a avançar cada vez mais em direção ao sul – no dia 14 de janeiro, eles estavam a cerca de 400 km da capital, Bamako.
Desde o início da crise – a maior no país desde 1960, quando se tornou independente da França – o Mali já enviou quase 150 mil refugiados aos países vizinhos, segundo dados do Acnur, agência da ONU para os refugiados. Também há cerca de 230 mil deslocados internos, segundo o escritório de Assuntos Humanitários da ONU. Os refugiados estão na Mauritânia (54.100), em Níger (50 mil), em Burkina Faso (38.800) e na Argélia (1.500).
Mulheres protestam contra crise no Mali (Foto: Reuters)
A França e seus aliados planejavam dedicar os primeiros meses de 2013 à reconstrução do Exército do país, decomposto pelo golpe, pois se acreditava que não haveria nenhuma ofensiva islamita antes de setembro.
Entretanto, a França fez uma repentina intervenção no dia 11 de janeiro, com a mobilização de soldados em Bamako, e fortes bombardeios nos dias seguintes em uma vasta área desértica dominada pela aliança islâmica.
O país justificou-se afirmando que a operação impediu que os rebeldes tomassem a capital – o pedido foi feito pelo presidente Dioncounda Traoré após os rebeldes tomarem a cidade de Konna.
O presidente da França, François Hollande, disse que o objetivo do seu governo é apenas dar apoio a uma missão militar do bloco regional Ecowas para recuperar o norte do Mali, conforme prevê uma resolução de dezembro do Conselho de Segurança da ONU. No mesmo dia, o bloco regional autorizou a mobilização de tropas.
Além da França, Reino Unido e Canadá também se envolveram nos combates, enviando aviões cargueiros para o governo do Mali.
O governo francês está determinado a acabar com o domínio islâmico no norte da sua ex-colônia, devido aos temores de que essa região se torne uma base de lançamento para ataques contra o Ocidente e para uma coordenação com a Al Qaeda no Iêmen, Somália e norte da África.
A França pede um envolvimento mais rápido das forças da Comunidade Econômica dos Países do Oeste da África (Cedeao, siglas em francês). Por ora, alguns países como Burkina Faso, Nigéria e Senegal se comprometeram a contribuir com 500 soldados cada um.
Do G1, com agências internacionais
editado por escolavirtual1
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Brasil tem mais de uma Itaipu em energia em bagaço de cana-de-açúcar
Eletricidade produzida em usinas de açúcar pouparia 5% dos reservatórios.
Represas do Sudeste registraram nível mais abaixo nos últimos 10 anos.
Apesar
do aumento de 0,37% no nível dos reservatórios das regiões Sudeste e
Centro-Oeste registrado pela Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no
último final de semana e da negativa do Governo Federal sobre um risco de
apagão, especialistas do setor sucroalcooleiro afirmam que a energia elétrica
produzida através do bagaço da cana-de-açúcar poderia poupar até 5% das
represas no período mais crítico da estiagem, evitando o risco de racionamento.
O diretor da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Única),
Sérgio Prado, explica que a época da seca - entre abril e novembro - acontece
justamente no período em que as usinas de São Paulo e Minas Gerais estão moendo a cana para produzir
açúcar e etanol e, consequentemente, gerando energia elétrica através da queima
do bagaço.
“Poderíamos
economizar água no momento em que estamos processando a cana. Ninguém tem a
pretensão de achar que a energia da biomassa será dominante no país. O caso não
é esse, mas temos condições de produzir um volume considerável de
eletricidade”, diz.
Segundo dados da Unica, todas as 440 usinas do Brasil já
utilizam o recurso para abastecer as próprias unidades e não precisam comprar eletricidade de concessionárias
para funcionar. O problema é que a falta de investimento público faz com que
apenas 90 consigam vender o excedente para o sistema nacional.
“Mesmo assim, o que é vendido representa 5% do total consumido
no país. Em plena capacidade de produção, todas as usinas juntas poderiam gerar
15.300 megawatts (MW), o equivalente a pouco mais de uma Itaipu”, afirma Prado.
Mais barato
O engenheiro
eletricista Arthur Padovani, especialista em sistemas de cogeração de biomassa
pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que a alternativa teria reflexos
positivos inclusive no preço para o consumidor final, porque os custos para geração de energia a partir do bagaço da
cana são mais competitivos. Segundo ele, um quilowatt/hora (KW/h) instalado
produzido pela biomassa custa, em média, R$ 3,5 mil. No caso da energia
hidráulica, esse valor é de R$ 7,5 mil por KW/h.
“A
cogeração tem custo bastante baixo de insumo porque, como o próprio nome diz, é
uma consequência da produção do açúcar e do etanol”, explica o engenheiro,
destacando que o tempo de implantação de uma hidrelétrica também é dez vezes
maior. “Vejamos o exemplo de Belo Monte, que
até hoje enfrenta impasses. Um sistema de uma usina de açúcar é implantado em
dois anos.”
Concorrência
Com custo de produção mais barato que o bagaço da cana, a energia eólica tem
o custo de R$ 2 mil por KW/h, sendo uma das mais baratas do pais.
No entanto, esse tipo de geração não é vista com bons olhos pelo especialista.
Padovani se baseia em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que apontam 1.158 MW gerados pelo
vento prontos para serem disponibilizados, mas que ainda dependem da construção
de linhas de transmissão para fazer a conexão dos parques eólicos à rede.
Outra concorrente são as usinas termelétricas, as quais o
governo recorreu este ano para suprir o aumento da demanda energética. Em
termos ambientais e financeiros, o engenheiro afirma que o bagaço de cana,
nesse caso, também é mais vantajoso.
Padovani critica o fato de as termelétricas dependerem da queima
de gás ou óleo combustível, que são altamente poluentes, critica Padovani. “Não
temos gás no país e dependemos do mercado internacional. Hoje, a Petrobrás está
gastando US$ 10 milhões por dia com importação de gás. Essa demanda vai ter que
ser repassada para alguém”, afirma.
Planejamento
Para o engenheiro mecânico José Luz Silveira, coordenador do Laboratório de
Otimização de Sistemas Energéticos da Universidade Estadual de São Paulo
(Unesp), apesar de a energia elétrica gerada pelo resíduo da cana ser
importante no cenário brasileiro, ainda enfrenta limitações, como a falta de
linhas coletoras para interligar as usinas de açúcar ao sistema nacional.
Segundo Silveira, o projeto é difícil de ser aplicado por causa
de questões técnicas que protejam a rede de sobrecargas durante a transmissão.
“Não dá para pensar nas usinas de açúcar suprindo o Brasil. O que deve ser
feito agora é ligar as termelétricas e planejar os próximos anos. O Brasil tem
uma capacidade instalada grande, mas o uso per capita de energia é pequeno.”
A opinião é compartilhada pelo pesquisador em qualidade de
energia elétrica da Unesp, Carlos Alberto Canesin, que defende a exploração de
outras formas sustentáveis de eletricidade ainda pouco exploradas, como usinas
solares e nucleares. "No interior de São Paulo existem muitas usinas de
açúcar, então a biomassa é viável. Já no Nordeste, as eólicas são mais
aproveitáveis", afirma.
Doutor em eletrônica de potêncial, Canesin destaca que o governo
precisa se preocupar mais com a questão energética que, segundo ele, está
intimamente ligada ao desenvolvimento econômico do país. "Não podemos
sustentar o crescimento sem energia elétrica, que é a base dos investimentos. O
grande problema do Brasil não é falta de recursos, mas a falta de energia para
crescer."
Adriano OliveiraDo G1 Ribeirão e Franca
editado por
escolavirtual1
Apesar
do aumento de 0,37% no nível dos reservatórios das regiões Sudeste e
Centro-Oeste registrado pela Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no
último final de semana e da negativa do Governo Federal sobre um risco de
apagão, especialistas do setor sucroalcooleiro afirmam que a energia elétrica
produzida através do bagaço da cana-de-açúcar poderia poupar até 5% das
represas no período mais crítico da estiagem, evitando o risco de racionamento.
O diretor da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Única),
Sérgio Prado, explica que a época da seca - entre abril e novembro - acontece
justamente no período em que as usinas de São Paulo e Minas Gerais estão moendo a cana para produzir
açúcar e etanol e, consequentemente, gerando energia elétrica através da queima
do bagaço.
“Poderíamos
economizar água no momento em que estamos processando a cana. Ninguém tem a
pretensão de achar que a energia da biomassa será dominante no país. O caso não
é esse, mas temos condições de produzir um volume considerável de
eletricidade”, diz.
Segundo dados da Unica, todas as 440 usinas do Brasil já
utilizam o recurso para abastecer as próprias unidades e não precisam comprar eletricidade de concessionárias
para funcionar. O problema é que a falta de investimento público faz com que
apenas 90 consigam vender o excedente para o sistema nacional.
“Mesmo assim, o que é vendido representa 5% do total consumido
no país. Em plena capacidade de produção, todas as usinas juntas poderiam gerar
15.300 megawatts (MW), o equivalente a pouco mais de uma Itaipu”, afirma Prado.
Mais barato
O engenheiro
eletricista Arthur Padovani, especialista em sistemas de cogeração de biomassa
pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que a alternativa teria reflexos
positivos inclusive no preço para o consumidor final, porque os custos para geração de energia a partir do bagaço da
cana são mais competitivos. Segundo ele, um quilowatt/hora (KW/h) instalado
produzido pela biomassa custa, em média, R$ 3,5 mil. No caso da energia
hidráulica, esse valor é de R$ 7,5 mil por KW/h.
“A
cogeração tem custo bastante baixo de insumo porque, como o próprio nome diz, é
uma consequência da produção do açúcar e do etanol”, explica o engenheiro,
destacando que o tempo de implantação de uma hidrelétrica também é dez vezes
maior. “Vejamos o exemplo de Belo Monte, que
até hoje enfrenta impasses. Um sistema de uma usina de açúcar é implantado em
dois anos.”
Concorrência
Com custo de produção mais barato que o bagaço da cana, a energia eólica tem
o custo de R$ 2 mil por KW/h, sendo uma das mais baratas do pais.
No entanto, esse tipo de geração não é vista com bons olhos pelo especialista.
Padovani se baseia em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que apontam 1.158 MW gerados pelo
vento prontos para serem disponibilizados, mas que ainda dependem da construção
de linhas de transmissão para fazer a conexão dos parques eólicos à rede.
Outra concorrente são as usinas termelétricas, as quais o
governo recorreu este ano para suprir o aumento da demanda energética. Em
termos ambientais e financeiros, o engenheiro afirma que o bagaço de cana,
nesse caso, também é mais vantajoso.
Padovani critica o fato de as termelétricas dependerem da queima
de gás ou óleo combustível, que são altamente poluentes, critica Padovani. “Não
temos gás no país e dependemos do mercado internacional. Hoje, a Petrobrás está
gastando US$ 10 milhões por dia com importação de gás. Essa demanda vai ter que
ser repassada para alguém”, afirma.
Planejamento
Para o engenheiro mecânico José Luz Silveira, coordenador do Laboratório de
Otimização de Sistemas Energéticos da Universidade Estadual de São Paulo
(Unesp), apesar de a energia elétrica gerada pelo resíduo da cana ser
importante no cenário brasileiro, ainda enfrenta limitações, como a falta de
linhas coletoras para interligar as usinas de açúcar ao sistema nacional.
Segundo Silveira, o projeto é difícil de ser aplicado por causa
de questões técnicas que protejam a rede de sobrecargas durante a transmissão.
“Não dá para pensar nas usinas de açúcar suprindo o Brasil. O que deve ser
feito agora é ligar as termelétricas e planejar os próximos anos. O Brasil tem
uma capacidade instalada grande, mas o uso per capita de energia é pequeno.”
A opinião é compartilhada pelo pesquisador em qualidade de
energia elétrica da Unesp, Carlos Alberto Canesin, que defende a exploração de
outras formas sustentáveis de eletricidade ainda pouco exploradas, como usinas
solares e nucleares. "No interior de São Paulo existem muitas usinas de
açúcar, então a biomassa é viável. Já no Nordeste, as eólicas são mais
aproveitáveis", afirma.
Doutor em eletrônica de potêncial, Canesin destaca que o governo
precisa se preocupar mais com a questão energética que, segundo ele, está
intimamente ligada ao desenvolvimento econômico do país. "Não podemos
sustentar o crescimento sem energia elétrica, que é a base dos investimentos. O
grande problema do Brasil não é falta de recursos, mas a falta de energia para
crescer."
Adriano OliveiraDo G1 Ribeirão e Franca
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escolavirtual1
Bicicleta do Projeto Porto Leve aparece sem pneu
Um absurdo previsível, mas inaceitável
Uma das bicicletas do Projeto Porto Leve, uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Porto Digital e que tem por objetivo incentivar a mobilidade na área central do Recife, apareceu, na manhã desta segunda-feira (14), sem um dos pneus e o retrovisor. A bike está na estação localizada na Rua do Lima, em Santo Amaro. A reportagem do Jornal do Commercio tentou entrar em contato com os assessores do projeto para saber se a retirada do pneu da bicicleta foi feita para manutenção ou se aconteceu ato de vandalismo, mas nenhum deles atendeu aos telefonemas. Entretanto, como dois itens não foram localizados, a chance de se tratar de roubo é grande.
Caso o ato de vandalismo seja confirmado, durou menos de uma semana para que a depredação acontecesse. O sistema foi inaugurado na terça-feira (8). A área possui câmeras de segurança que devem ser usadas pela polícia para identificar quem tirou o pneu da bicicleta.
O primeiro final de semana após a implantação do Porto Leve, uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Porto Digital, foi considerado um sucesso. Muitas bicicletas foram alugadas por pessoas que queriam um meio diferente de passear pelas ruas da área central da cidade. Cada bicicleta pode ser alugada pelo período de 30 minutos. Após esse período, o ciclista tem que devolver a bike em qualquer uma das dez estações e esperar por 15 minutos para retirar novamente a bicicleta. Para utilizar o serviço, é necessário se cadastrar no site www.portoleve.org e pagar R$ 10 por mês.
A estudante Juliana Moreira mora em Casa Amarela e saiu da Zona Norte no domingo para passear pelo Centro do Recife com as bicicletas do novo projeto. "É uma bela iniciativa, contribui para a mobilidade e um trânsito mais amistoso. Trata-se de um transporte prático e espero que dê certo", informou.
Caso o ato de vandalismo seja confirmado, durou menos de uma semana para que a depredação acontecesse. O sistema foi inaugurado na terça-feira (8). A área possui câmeras de segurança que devem ser usadas pela polícia para identificar quem tirou o pneu da bicicleta.
O primeiro final de semana após a implantação do Porto Leve, uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Porto Digital, foi considerado um sucesso. Muitas bicicletas foram alugadas por pessoas que queriam um meio diferente de passear pelas ruas da área central da cidade. Cada bicicleta pode ser alugada pelo período de 30 minutos. Após esse período, o ciclista tem que devolver a bike em qualquer uma das dez estações e esperar por 15 minutos para retirar novamente a bicicleta. Para utilizar o serviço, é necessário se cadastrar no site www.portoleve.org e pagar R$ 10 por mês.
A estudante Juliana Moreira mora em Casa Amarela e saiu da Zona Norte no domingo para passear pelo Centro do Recife com as bicicletas do novo projeto. "É uma bela iniciativa, contribui para a mobilidade e um trânsito mais amistoso. Trata-se de um transporte prático e espero que dê certo", informou.
Do JC Online editado por escolavirtual1
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