segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Das 100 melhores escolas, só 13 são públicas, aponta resultado do Enem

As notas subiram um pouco, mas abismo a vencer é grande; na lista das 100 melhores escolas, só 13 são públicas

 

Do G1
Saíram as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A participação dos alunos aumentou, as notas melhoraram um pouco, mas o resultado geral mostra que a educação pública no Brasil ainda está longe do ideal.

Veja a lista com o desempenho de todas as escolas públicas e privadas



Das 100 melhores escolas, apenas 13 são públicas, das quais quatro são militares. Ainda é muito grande a diferença de qualidade entre as escolas públicas e particulares. Trata-se de uma diferença que preocupa e assusta.

A lista do Enem deixa muito claro que a educação pública precisa de uma reforma. Quase tudo precisa mudar. Mais uma vez, as escolas particulares estão no topo da lista do exame. Não custa lembrar: o governo federal e os estados são os grandes responsáveis pela rede pública de educação.

Só participa do exame quem quiser. E se a escola incentivar apenas os bons alunos a fazer a prova para melhorar o desempenho no Enem? “Não existe na educação essa classificação de aluno bom e aluno ruim. Existe um incentivo e a melhoria no dia a dia, a melhoria gradual do nosso estudante”, avalia o professor Diego Mendes.

Desta vez, as escolas foram separadas por grupos. Tudo para evitar comparações entre colégios que tiveram muita adesão ao Enem e outros em que poucas pessoas fizeram a prova. Para o governo, assim fica mais fácil avaliar a qualidade do ensino em cada instituição.

São quatro grupos: no primeiro, escolas que tiveram mais de 75% de participação; no último, os colégios com menos de 25%. No grupo de maior participação, das 100 escolas com as melhores notas, só 13 são públicas. Entre elas, quatro são colégios militares.

“Mais do que comparar escolas, nosso desejo é que a escola se compare consigo mesma e possa se superar a cada ano. O que nós podemos dizer é que, em média, houve uma evolução da educação brasileira no que diz respeito ao Ensino Médio”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Entre as escolas públicas que tiveram adesão superior a 75%, a melhor nota foi do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Ele está atrás apenas de sete escolas particulares. O pior desempenho foi da Escola Estadual Indígena Txeru Ba’ e’ Kua I, de Bertioga, litoral de São Paulo.

O governo admite que falta dinheiro para a educação, mas diz que tem investido mais. Ao longo da última década, dobrou o valor pago por aluno da rede pública. Na escola pública mais bem classificada de Brasília, enfrentar dificuldades é um desafio diário, que vai alem da sala de aula.

“Nós somos levados a participar de exposições e de teatro, porque eles exigem de nós relatórios. A gente acaba pegando o gosto por isso”, comentou a aluna Larissa Torres.

O governo reconhece que uma escola particular investe dez vezes mais do que o Ministério da Educação consegue botar de dinheiro nas escolas públicas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Governo lança programa de Proteção às Escolas



O governador Eduardo Campos lançou nesta quinta-feira (8) o programa de Proteção às Escolas do Estado de Pernambuco. O projeto consiste no monitoramento através decâmeras de vídeo em estabelecimentos de ensino públicos ou privados localizados no Estado. Aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado, a Lei n. 14.317 de27 de maio de 2011, prevê descontos no ICMS de escolas e universidadesparticulares que investirem em segurança.

Ainiciativa abrange escolas públicas da rede estadual e municipal, como tambémparticulares, além de instituições de ensino superior pública ou particular queinstalem câmeras de segurança em seu entorno assegurando a tranquilidade de alunos, professores, servidores e pais. Inicialmente o projeto será lançado na Escola Estadual Regueira Costa, no Rosarinho, no Colégio e Faculdade Damas, no bairro dos Aflitos e na Faculdade Maurício de Nassau – Campus Capunga,nas Graças.

Na ocasião,o governador também assinanou o Projeto de Lei que será enviado a Assembléia Legislativa de Pernambuco permitindo que estabelecimentos comerciais como bancos, shoppings centers e edifícios interliguem câmeras de vídeo instaladasnestes locais que visualizem áreas públicas (câmeras particulares voltadas pararuas e avenidas) com a central de vídeomonitoramento da SDS.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Resumo histórico da Independência do Brasil



A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I as margens do riacho do Ipiranga em São Paulo.
Causas:
- Vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar a autonomia política;
- Desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa no Brasil;
- Tentativa da Coroa Portuguesa em recolonizar o Brasil.
Dia do Fico
- D. Pedro não acatou as determinações feitas pela Coroa Portuguesa que exigia seu retorno para Portugal. Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro negou ao chamado e afirmou que ficaria no Brasil.
Medidas pré independência:
Logo após o Dia do Fico, D. Pedro I tomou várias medidas com o objetivo de preparar o país para o processo de independência:
- Organização a Marinha de Guerra
- Convocou uma Assembleia Constituinte;
- Determinou o retornou das tropas portuguesas;
- Exigiu que todas as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa deveriam, antes de entrar em vigor no Brasil, ter a aprovação de D. Pedro.
- Visitou São Paulo e Minas Gerais para acalmar os ânimos, principalmente entre a população, que estavam exaltados em várias regiões.
A Proclamação da Independência
Ao viajar de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu uma carta da Coroa Portuguesa que exigia seu retorno imediato para Portugal e anulava a Constituinte. Diante desta situação, D. Pedro deu seu famoso grito, as margens do riacho Ipiranga: “Independência ou Morte!”
Pós Independência
- D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822;
- Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;
- Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, ocorreram revoltas, comandadas por portugueses, contrárias à independência do Brasil. Estas manifestações foram duramente reprimidas pelas tropas imperiais.  

RioMar Shopping gerará 8.000 empregos para os moradores das áreas próximas

Da TV Jorna

A construção do RioMar Shopping, do grupo JCPM, está em ritmo acelerado, com 70% das obras já concluídas. No Espaço de Formação Profissional RioMar, os moradores das áreas próximas ao empreendimento estão sendo qualificados para os 8.000 empregos que serão gerados pelo shopping. 234 jovens estão tendo aulas sobre construção civil e outros 338 se preparam com as aulas de administração, operação e logística, todas ministradas pelo Senac. As inscrições para as aulas de setembro estão abertas, para mais informações, ligue: (81) 3031.4388.

Ipea sugere imposto menor para elevar acesso à internet


Além das desonerações para computadores, tablets e redes de fibras ópticas, o governo precisaria reduzir também a carga de impostos sobre celulares e televisores para conseguir de fato universalizar o acesso à internet no País. A avaliação está em um documento de 74 páginas publicado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com diversos artigos sobre o setor de telecomunicações.

Em relação ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o texto também orienta a construção de mais telecentros públicos para o acesso da população de baixa renda à rede, considerando que as camadas mais pobres podem não ter condições de pagar R$ 35 mensais pela assinatura básica de 1 megabit por segundo (Mbps). Nesse sentido, o estudo ainda sugere a oferta de planos pré-pagos e de preços fracionados - semanais, por exemplo - para suprir esta demanda.

O Ipea também propõe maiores avanços na capacitação dessas pessoas, incluindo parcerias do governo com o chamado Sistema S - como Sesi, Senac e Sebrae - para a ampliação dos cursos já existentes e criação de novos. Por fim, o instituto considera a necessidade da criação de uma tarifa de interconexão diferenciada, semelhante à que foi aplicada nos primórdios dos celulares no Brasil, para financiar a expansão da infraestrutura de rede.

PLC 116 - Outro artigo incluído no documento ressalta que a abertura do mercado de TV a cabo para as operadoras de telecomunicações - conforme o Projeto de Lei (PLC) 116 aprovado no mês passado pelo Senado, com total apoio do governo - está diretamente relacionada com os objetivos do PNBL, mas que ainda não é possível avaliar os "efeitos econômicos e sociais" da nova lei. Cálculos do Ipea indicam, porém, que a presença de um prestador de TV a cabo pode aumentar em até 35% a base de assinantes de banda larga em cada município.

Apesar do leilão de quatro posições de satélites para o uso privado na última semana, que devem reforçar a capacidade brasileira de transmissão até 2014, o documento também retoma a discussão acerca da necessidade e viabilidade de um satélite nacional, para complementar o PNBL.

Segundo o Ipea, ao se restringir às redes de fibras ópticas, "o plano perde a sua característica nacional ao selecionar tão somente o atendimento a áreas urbanas de 4.278 municípios brasileiros, deixando de lado outros 1.286 municípios e toda a área rural do território brasileiro".

Fonte: Agência Estado

domingo, 4 de setembro de 2011

empresas valorizam candidato que sabe controlar as emoções



Não apenas de inglês e experiência no exterior se faz um bom profissional. Se antes 
ter um currículo perfeito, com cursos de especialização e fluência em vários idiomas era 
fundamental, hoje, as prioridades são outras na hora de selecionar jovens para programas
de trainee. Algumas empresas, como a L’Oreal e a Unilever, já começaram a perceber 
que nem sempre porque tinham uma boa qualificação os candidatos apresentavam 
competência emocional e maturidade suficientes para exercer cargos de liderança.
Com o intuito de conhecer melhor o perfil dos candidatos, novos filtros e estratégias foram 
adotados pelas entidades. As etapas presenciais do processo seletivo e as dinâmicas de grupo
que só eram realizadas no final, impedindo que os jovens expressassem o modo de se 
conduzir em novas situações e suas expectativas em relação à empresa, passaram a ser mais 
valorizadas e, inclusive, servindo como critério decisivo. Métodos inovadores como games e 
chats onlines e até envio de vídeos também estão sendo utilizados pelas instituições 
para avaliar os candidatos. Essa mudança de ênfase do currículo acadêmico para o perfil 
comportamental dos jovens reduziu bastante o nível de abandono após os programas. 
Uma das empresas pioneiras dessa transição, a Whirlpool, obteve resultados positivos 
com a diversificação, chegando a ter quase 70% de retenção dos trainees.
As empresas deixam claro, porém, que a qualificação do profissional não deixa de ser
importante. No entanto, o argumento é que certas aptidões, como capacidade para inovar
e para trabalhar em equipe, são mais difíceis de adquirir uma vez que o jovem já foi 
contrato. Enquanto que cursos de inglês e de pós-graduação podem surgir como 
incentivo, inclusive financeiro, dos próprios empregadores mesmo após o ingresso
no cargo. Muitas vezes, investir na capacitação do funcionário vale mais a pena do que
lidar com pessoas arrogantes e despreparadas na hora de receber sugestões e críticas
e de executar difíceis tarefas.
Além da inteligência emocional, uma das maiores preocupações do processo de
seleção dos jovens profissionais é a identificação com a entidade. Ainda é muito comum
os jovens chegarem às entrevistas sem saberem do que se trata a empresa e de quais
funções ele pode desempenhar. Mostrar-se interessado e que conhece a história da
organização é sempre um diferencial. Ter um prévio conhecimento sobre a linha 
empresarial da instituição e sintonizar as expectativas com o que está sendo 
oferecido também podem minimizar as possíveis frustrações no futuro do jovem. 
Com isso, ganham o jovem e a instituição.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hino nacional Brasileiro



Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula - "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Lei determina caixa exclusivo para quem carrega sacolas retornáveis



Agora é lei: supermercados do Recife são obrigados a destinar caixa exclusivo para clientes que carregam as compras em sacolas retornáveis. Está no Diário Oficial desta terça, 30.
Se a lei vai ser seguida, aí já é outro assunto. O Brasil, como se sabe, é o país de legislação ambiental avançada, mas são poucas as leis, decretos e afins cumpridos, sem falar em outro mal brasileiro que é a eterna falta de fiscalização que permite o livre acesso de infinitas questões irregulares. E, quando o poder público tentar por em prática, os infratores conseguem derrubar na Justiça as multas, as ações civis públicas, quase tudo. Aí está o exemplo do Código Florestal, de 1965, que além de nunca ter sido cumprido à risca ainda está sendo esfacelado no Congresso Nacional.


editado por Diego f Ramalho

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dia Nacional de Combate ao Fumo



O tabagismo é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Estima-se que no país ocorram 200 mil falecimentos por ano, em consequência do cigarro.
Os males causados pelo hábito de fumar incluem câncer de pulmão, doença coronariana, doença pulmonar obstrutiva crônica, e doença cérebro-vascular. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem.
Uma pesquisa realizada entre 2002 e 2003 com pessoas de 15 anos ou mais, em 15 capitais brasileiras, mostrou que Porto Alegre tem o maior índice de fumantes do país.
Mesmo assim, o consumo tem se mantido estável. Isto porque o cigarro causa dependência química, o que torna difícil para o fumante abandonar o hábito. No cigarro, assim como em todos os outros derivados do tabaco, a nicotina faz o papel de vilã.
Esta droga é uma substância psicoativa, ou seja, produz sensação de prazer, o que pode induzir o abuso e a dependência. Com o tempo, o fumante necessita de cada vez mais doses da substância para proporcionar aquela sensação inicial de prazer.
O aumento no consumo agrava a dependência, o que aumenta as possibilidades de se contrair doenças debilitantes, que podem levar à invalidez e à morte.
Mas parar de fumar não é impossível. Confira aqui as dicas do Ministério da Saúde para se livrar deste vício e levar uma vida muito mais saudável!


domingo, 28 de agosto de 2011

Caminho da Escola distribui 300 bicicletas em região administrativa do Distrito Federal




 
 
Estudantes do Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal (DF), no dia (26) 300 bicicletas para ir á escola e voltar. A iniciativa é parte do programa Caminho da Escola – Bicicleta Escolar do DF, lançado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pelo governador Agnelo Queiroz nos centros de Ensino Médio 804 e 111. O objetivo é facilitar o percurso de ida e volta de alunos que residem a até 7 quilômetros de distância da escola.

“O Distrito Federal é o primeiro do país a aderir ao Programa Bicicleta Escolar. Com esse meio de transporte, estamos estimulando os alunos a andar de bicicleta. Além de ser um instrumento saudável, que estimula a prática de atividade física, a bicicleta não polui o meio ambiente”, disse Agnelo, e ainda serve de alternativa para o transito.

Para o ministro Fernando Haddad, a adoção do programa é uma forma de  mostrar ao país que os brasilienses têm maturidade no trânsito. “Com essa iniciativa, vamos facilitar o acesso dos estudantes à escola e cultivar o respeito dos motoristas pelos ciclistas.

Maria Eduarda, de 16 anos, cuja casa fica a 5 quilômetos do Centro de Ensino Médio 804, onde estuda, ressaltou que, com o programa, haverá melhora de vida para os estudantes. “É muito bom receber uma bicicleta para ir à escola, pois eu sempre ia a pé e demorava, em média, 20 minutos para chegar. De bicicleta, levarei uns dez minutos, ganharei resistência e melhora de vida”, disse ela.

As bicicletas do programa são amarelas, têm detalhes em preto e estão sendo entregues com o capacete, para garantir a segurança do ciclista. Para receber a bicicleta, o aluno firma um termo de compromisso no qual se responsabiliza pelo uso e pela conservação dos equipamentos, pois, no fim do ano, terá que devolvê-los à escola, que os repassará a outro estudante.

O Recanto das Emas foi a região administrativa escolhida o para início da distribuição das bicicletas porque tem 36 quilômetros de ciclovia. Até o fim deste ano, o programa distribuirá, em todo o Distrito Federal, inclusive na zona rural, cerca de 3 mil bicicletas.

O programa foi instituído por meio de parceria entre a Secretaria de Educação e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e tem apoio do Ministério da Educação.

Da Agência Brasil
Edição: Diego f ramalho

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Carros são opção da minoria nas cidades brasileiras


Daniel Santini



Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, praticamente uma em cada três pessoas (32%) gasta mais de 1 hora por dia no deslocamento da residência para o trabalho ou para escola. Nas cidades menos populosas, a média cai para praticamente uma em cada quatro pessoas (24%). As estimativas fazem parte de uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) ao Ibope, intitulada Retratos da Sociedade Brasileira: Locomoção Urbana (disponível na íntegra em PDF aqui). O estudo foi divulgado na semana passada. 


A pesquisa apresenta resultados semelhantes aos dois estudos publicados este ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que podem ser acessados a partir de dois textos publicados no Outras Vias: "Ônibus, caminhadas e bikes, a opção da maioria" e "Percepções distorcidas e a realidade no trânsito". Além da quantidade absurda de tempo perdida no trânsito nas metrópoles, que representa queima exagerada de recursos naturais renováveis ou não, e emissões desnecessárias de poluentes, o dado que mais chama atenção é, de novo, como se formam os congestionamentos que prejudicam a sociedade como um todo. Os carros, que entopem ruas e avenidas, provocam engarrafamentos intermináveis e causam grave impacto ambiental, não são, ao contrário do que se costuma pensar, a opção da maioria. As cidades não travam porque todo mundo tem carro. São minoria os que optam (ou podem) por utilizar veículos individuais privados.


Aliás, vale aproveitar os dados da CNI-Ibope para analisar quem são os responsáveis pela degradação ambiental das cidades, os principais emissores de poluição no ar que todos respiram. Dos que mantêm carros nas cidades brasileiras, 51% tem ensino superior e 27% ensino médio completo. É gente que teve chance de estudar e aprender sobre a importância de se respeitar a natureza. Além de mais educados, são também os mais ricos os que se deslocam prioritariamente em automóveis privados nas cidades brasileiras. Nada menos do que 81% dos proprietários de carros tem renda superior a 10 salários mínimos. 

Estudos como estes podem ajudar a questionar os investimentos públicos feitos na área de transporte urbano. Apesar de serem opção de uma minoria, de provocarem graves impactos ambientais (não só na qualidade do ar, mas também provocando barulho e degradação de áreas de convivência e moradia), os carros seguem recebendo atenção especial dos planejadores urbanos brasileiros em todos os níveis administrativos. Técnicos mais preocupados em garantir a fluidez nas ruas do que em diminuir o número absurdo de mortes no trânsito, aliados a políticos conscientes do efeito eleitoral de grandes obras, insistem na ampliação de avenidas, na construção de túneis e viadutos. O transporte individual recebe a maior fatia de recursos e investimentos em transporte coletivo seguem em segundo plano.