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sábado, 9 de julho de 2011

Floresta Amazônica é responsável por 44% das chuvas no Brasil

 - As árvores da Floresta Amazônica são responsáveis por boa parte das chuvas em território brasileiro. Nas contas do ambientalista Gerard Moss,  que atua no projeto "Rios Voadores", elas garantem 44% das chuvas de todo Brasil. A base do projeto é a cidade de Cuiabá. Por sua posição geográfica, ela é ideal para o monitoramento da umidade que desce da Floresta Amazônica.

As gotículas de árvores evaporadas acabam se deslocando por milhares de quilômetros. Por isso são chamados de rios voadores. Em uma gota d'água são várias informações sobre o clima brasileiro. A bordo de um monomotor, Moss percorre o Brasil estudanto as correntes de ar. São elas que carregam a umidade da Floresta Amazônica.

A aeronave contém equipamentos que conseguem sugar pequenas partículas de água. Coletadas, elas passam por uma série de análises. Temperatura e umidade contam muito para essa captação. Só assim é possível descobrir a origem da chuva. A coleta é feita uma vez ao mês. Os pesquisadores ficam de olho nas condições do tempo.

- A gente aproveita muito das condições ideias para o fenômeno Rios Voadores quando a corrente vem da Amazônia e passa por Cuiabá. A gente vai seguindo nesse  rio voador - diz o pesquisador.

São essas coletas que já revelaram dados importantes. Por exemplo, a maior parte da água vem das árvores. Cada uma delas seria capaz de eliminar para a atmosfera mil litros por dia. A coleta de dados ainda não terminou, mas o pesquisador acredita que os rios voadores possam ter o maior volume de águas do mundo.

- O bem-estar das pessoas depende do que acontece na Amazônia. O desmatamento e as mudanças climáticas podem alterar esse equilíbrio que existe entre as chuvas e a umidade - diz Moss.

Verônica Falcão

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vídeo mostra como e por que economizar água



Levar à reflexão acerca do uso sustentável da água. Essa é a proposta do vídeo acima, segundo a Mexichem, detentora da marca Amanco, de material de construção. A empresa quer sugerir, com o trabalho, a construção de uma nova maneira de conviver com o recurso.  O título é Hydros IV - cotidiano e se inspira em livro de mesmo nome. Cliqueaqui para acessar o vídeo na internet.
do ciencia e meio ambiente

domingo, 24 de abril de 2011

Lajedo publica lei de mudanças climáticas, primeira de PE em nível municipal



Veja abaixo a lei de mudanças climáticas de Lajedo, no Agreste de Pernambuco. O prefeito diz que o decreto é o primeiro passo para o município entrar no mercado de crédito de carbono, em que países ricos complementam suas cotas de redução de emissão de gases do efeito estufa financiando projetos do chamado mecanismo de desenvolvimento limpo, ou MDL, em países em desenvolvimento.


 veja aqui:Mudancasclimaticasfonte : verônica falcão

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Cientistas reunidos em Yale debatem nomes dos seres vivos

POSTADO ÀS 07:10 EM 22 DE ABRIL DE 2011
NEW HAVEN - O método para denominar os seres vivos tem quase 300 anos, mas na sexta-feira será desafiado na Universidade de Yale por aqueles que desejam substituí-lo por outro. E não se trata de um debate puramente acadêmico, sem consequências.
Os cientistas que descobrem peixes, aves ou qualquer outro ser vivo desconhecido, ou aqueles que estudam os fósseis e os microorganismos, asseguram que têm cada vez mais problemas para dar nomes a suas descobertas.
James Prosek, naturalista, autor e artista, tomou consciência enquanto escrevia seu livro "Trout: An Illustrated History" que a nomenclatura tradicional dos seres vivos está ficando defasada em relação aos conhecimentos atuais.
Por exemplo, a truta de rio nativa do Connecticut, onde ele pescava quando criança, a truta irisada do oeste dos Estados Unidos e a truta europeia tem em comum a denominação "truta", mas a do rio está mais relacionada a um peixe do Ártico, a irisada, com o salmão do Pacífico; e a europeia, com o do Atlântico. "Tecnicamente, nem seria correto chamar o livro 'Trutas'", disse Prosek.
Nesta sexta-feira, Prosek e outros biólogos de Yale e do Instituto Smithonian de Washington se reunirão no Centro Whitney de Humanidades no simpósio "Nomear a natureza: uma conversa sobre natureza, usos e limitações da taxonomia biológica".
A ideia revolucionária criada no fórum é a de que chegou a hora de abolir o sistema atual, inventado pelo botânico sueco Carl Linneo há 275 anos. O sistema de Linneo divide o mundo natural em categorias precisas e nomeia as espécies com dois nomes em latim, como Homo sapiens para o homem, com grupos que se baseiam em semelhanças físicas.
Os reformistas da conferência de Yale, incluindo o professor de geologia Jacques Gauthier, o biólogo Michael Donoghue, e o zoólogo Kevin de Queiroz, opinam que o sistema de Linneo foi superado. "Simplesmente, o sistema de Linneo não está à altura da tarefa de controlar a enorme quantidade de informação que acumulamos sobre a diversidade", disse Donoghue.
Sua ideia é substituir o sistema de Linneo por algo chamado "PhiloCode". Sob o novo sistema proposto, as formas de vida ficariam catalogadas em função de seus ancestrais e de princípios darwinianos.Donoghue e seus colegas já mudaram o herbário de Yale do sistema de Linneo para o PhiloCode, e explicam que os nomes não necessariamente mudam, salvo para corrigir um novo conhecimento em matéria evolutiva.
Mas nem todos os participantes são a favor do PhyloCode. Richard Prum, de Yale, que reconstruiu as penas vermelhas, brancas e pretas de um dinossauro a partir de seus fósseis, considera que não é uma boa resposta. "O PhyloCode não resolve o problema", diz. Prosek adverte no entanto que quando algumas espécies que considera mal nomeadas no sistema de Linneo não obtém o reconhecimento de sua diversidade, perdem a proteção de algumas leis de conservação.
Por Nancy Burton (Agência France Presse)

veronica falcao

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Penas de aves mostram o aumento da poluição nos últimos 120 anos


WASHINGTON - Penas de aves marinhas do Oceano Pacífico recolhidas nos últimos 120 anos mostram o incremento de um tipo de mercúrio tóxico que viria, provavelmente, de atividades humanas contaminantes, disseram cientistas americanos na segunda-feira (18).

Pesquisadores da Universidade de Harvard tiraram de duas coleções de museus dos Estados Unidos mostras de penas pertencentes ao albatroz de patas negras, em risco de extinção, afirma o estudo publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências.
Uma análise das penas, datadas de entre 1880 e 2002, mostram um "incremento dos níveis de metilmercúrio, una neurotoxina que puede causar danos ao sistema nervoso central e que provém da queima de combustíveis fósseis, assinala o estudo.
Acredita-se que os crescentes níveis de mercúrio nos peixes e nos alimentos de origem marinha representem uma ameaça para a saúde humana, em particular para crianças e mulheres grávidas.
"De algum modo, essas penas de aves representam a memória do oceano", disse um dos autores do estudo, Michael Bank, um cientista do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública de Harvard. "Nossas descobertas abrem uma janela das condições históricas e atuais do Pacífico, uma área pesqueira fundamental para as populações humanas", disse Bank.
As concentrações mais altas nas penas foram vinculadas à exposição das aves no período posterior a 1990, que coincide com um pico recente das emissões de carbono provenientes das regiões da Ásia-Pacífico, em particular da China, diz o estudo.
Da Agência France Presse.
veronica falcao

domingo, 17 de abril de 2011

Desmatamento de vegetação nativa em Sirinhaém para construção de estrada clandestina


Abertura de estrada clandestina em Sirinhaém, na Zona da Mata, a 70 quilômetros do Recife, está provocando desmatamento de vegetação nativa. A via, com cerca de um quilômetro, é paralela ao Riacho Sibiró, e corta área de Mata Atlântica e de mangue.
Pescadores do local, conhecido como Monteiro, informam que a obra começou há aproximadamente 15 dias. Ontem, havia no local três tratores, mas nenhum operário. As máquinas são uma escavadeira, uma compactadeira e uma carregadeira, usada para recolher os troncos derrubados.
A estrada termina no encontro do Riacho Sibiró com o Rio Sirinhaém, onde predomina a vegetação de mangue. Vários pés de mangue-branco, também chamado de canoé pela população local, estão tombados. No local onde a estrada está sendo construída, havia uma trilha.
A população local conta que a trilha foi alargada com as máquinas, abrindo passagem para a estrada, o que provocou a derrubada das árvores. Em seguida, os operários colocaram barro amarelo e compactaram o terreno. Atualmente, a estrada está recebendo uma camada de barro vermelho.
Para o presidente da Associação de Pescadores e Armadores de Sirinhaém, Flávio Wanderley da Silva, o aterro do manguezal e o desmatamento da floresta nativa prejudicam a pesca artesanal. “Muitas pessoas dependem da pesca por aqui. E sem o mangue não tem caranguejo, nem guaiamum, nem aratu”, diz.
A entidade conta com 216 associados, enquanto a Colônia de Pescadores de Sirinhaém tem 620 cadastrados. O manguezal do estuário do Rio Sirinhaém, entre Sinharém e Ipojuca, de acordo com diagnóstico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é utilizado por três mil pescadores.
Flávio Wanderley lembra que o mangue e a Mata Atlântica são áreas de preservação permanente (APP). Por lei, esse tipo de cobertura vegetal apenas pode ser derrubado mediante projeto de lei encaminhado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa. Antes, o governador precisa decretar a obra como de interesse social ou de utilidade pública.
“Não há nenhuma placa sobre a obra. É uma estrada clandestina. Esperamos que a CPRH (Agência Pernambucana de Meio Ambiente) e o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) fiscalizem. Estamos disponíveis para ajudar no que for preciso”, adianta.
Moradores do entorno do Monteiro comunicam a existência de comporta que controla a vazão do Riacho Sibiró. “A água do Rio Sirinhaém não entra mais no riacho quando a maré sobe. A comporta também impede que os peixes se refugiem no riacho quando tem poluição no rio”, diz um pescador, que pediu para não ser identificado.
RIO SIRINHAÉM
O estuário do Rio Sirinhaém, segundo dados da CPRH, ocupa 3.335 hectares. Os afluentes são, além do Siribó, o Trapiche, Arrumador e o Riacho Duas Irmãs. A diversidade da flora inclui o mangue-vermelho, com árvores de grande porte. As espécies de peixes e crustáceos, que representam a fonte de renda para a maioria da população local, são unhas-de-velho, marisco, guaiamum, caranguejo-uçá, siri, aratu, pitu, além de arraias, saúna, agulha, camurupim, mero, pescada, xaréu, manjuba, mandim, niquim, bicuda e tilápia. 


veronica falcao


domingo, 10 de abril de 2011

Camada de ozônio cai 40% sobre o Ártico





GENEBRA - A camada de ozônio sobre o Ártico sofreu uma redução sem precedentes no último inverno (hemisfério norte, verão no Brasil), o que exigirá das regiões setentrionais do planeta uma vigilância ao nível de exposição das radiações ultravioletas, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
"As observações efetuadas do solo com um balão-sonda acima do Ártico, assim como as feitas por satélite, revelam que a camada de ozônio registrou uma redução de quase 40% nesta região entre o começo do inverno e o fim do mês de março", afirma a agência da ONU em um comunicado.
"O recorde anterior em termos de destruição do ozônio era uma perda de aproximadamente 30% em todo um inverno", completa a organização que tem sede em Genebra. A camada de ozônio protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol, prejudiciais à saúde.
A perda recorde de ozônio registrada pelos cientistas é explicada, segundo a OMM, pela "persistência na atmosfera de substâncias nocivas para este gás e por um inverno muito frio na estratosfera, segunda grande camada da atmosfera terrestre situada justo acima da troposfera". Nesta situação, os países nórdicos terão que estar atentos às radiações ultravioletas.
"Como a elevação do Sol vai aumentar nas próximas semanas, as regiões afetadas pelo buraco na camada de ozônio terão que vigiar as radiações ultravioletas que serão superiores ao normal", advertiu a OMM. Na Antártica, o buraco na camada de ozônio é um fenômeno anual que acontece no inverno e na primavera em consequência das temperaturas extremamente baixas que reinam na estratosfera, enquanto no Ártico, as condições meteorológicas variam muito mais de um ano para o outro.
Por este motivo alguns invernos árticos se caracterizam por uma perda de ozônio quase nula, enquanto em outros anos a persistência das temperaturas baixas estratosféricas após o fim da noite polar pode provocar, algumas vezes, uma destruição importante da camada de ozônio.
As substâncias que afetam a camada de ozônio, como os clorofluorocarbonetos (CFC), que eram utilizados até recentemente em geladeiras, propulsores de aerossol e extintores, passaram a ser eliminadas progressivamente de acordo com os dispositivos do Protocolo de Montreal.
Graças a este acordo internacional, a camada de ozônio, com exceção das regiões polares, deve voltar ao nível antes de 1980 até 2030-2040, segundo a OMM. Mas, de acordo com a organização, o buraco na camada de ozônio que se forma anualmente sobre Antártica é um fenômeno que persistirá até 2045-2060, enquanto sobre o Ártico o retorno à normalidade deve acontecer de 10 a 20 anos antes.
A exposição aos raios ultravioletas (B) pode provocar câncer de pele, cataratas e alteração do sistema imunológico. Algumas espécies da fauna marinha e certas plantações também podem ser afetadas. 
Da Agência France Presse

Verônica Falcão