quinta-feira, 19 de julho de 2012

Uma em cada quatro jovens negras brasileiras não trabalha ou não estuda, segundo OIT


Uma em cada quatro jovens negras brasileiras entre 15 e 24 anos não estuda ou não trabalha – o que corresponde a 25,3% dessa faixa da população. Os dados são da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgados hoje (19) no relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação. Entre a população jovem em geral, o percentual das pessoas que não trabalha ou não estuda chega a 18,4%, o que corresponde a 6,2 milhões de pessoas.

Entre as mulheres jovens, a taxa é 23,1%. Esse fato é identificado com mais intensidade nas áreas urbanas, em que 19,7% dos jovens estão nessa situação, contra 7,9% nas áreas rurais.
“Quando a jovem diz que não trabalha, quer dizer que não trabalha remuneradamente. Ou ela é mãe e não tem apoio das redes de proteção social; ou concilia família e trabalho; ou cuida de irmãos melhores para a mãe trabalhar”, destacou o coordenador do estudo da OIT, José Ribeiro.
A taxa de mulheres negras negras que não trabalham ou não estudam é superior às das mulheres jovens em geral (23,1%), dos homens jovens (13,9%) e dos homens negros (18,8%).
“O afastamento das jovens da escola e do mercado de trabalho, em um percentual bastante superior ao dos homens, é fortemente condicionado pela magnitude da dedicação delas aos afazeres domésticos e às responsabilidades relacionadas à maternidade, sobretudo quando a gestação ocorre durante a adolescência”, ressalta o relatório.

Os estados em que há mais desemprego entre as jovens negras são Pernambuco (36,7%), o Rio Grande do Norte (36,0%), Alagoas (34,9%), o Pará (33,7%) e Roraima (33,2%).
“As cifras de redução da pobreza e de desigualdade no Brasil, nos últimos anos, são avanços importantes e internacionalmente reconhecidos pela OIT. A pobreza e a desigualdade continuaram diminuindo no Brasil apesar da crise. O Brasil nesse sentido se destaca no cenário internacional. [Mas] a questão do jovem é claramente um desafio”, disse a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.

Carolina Sarres
Da Agência Brasil, em Brasília

Universidades americanas oferecem mais de 100 cursos online gratuitos

O fenômeno de expansão da educação online ultrapassou novas fronteiras com a chegada, no início deste ano, da Coursera, uma empresa americana que faz parceria com as melhores universidades do mundo e oferece cursos online de graça.

Inicialmente, a organização firmou parcerias com 13 universidades americanas e três estrangeiras, entre elas as cobiçadas universidades de Princeton e Stanford, oferecendo cerca de 43 cursos nas mais diversas áreas, incluindo tecnologia, ciências humanas, saúde e astronomia.

O lançamento oficial da organização foi em abril. Poucas semanas depois, a Coursera já contava com cerca de 700 mil alunos participando dos chamados "cursos massivos abertos online" (MOOC, sigla em inglês).

Nesta semana, a Coursera anunciou que, nos próximos meses, o número de cursos disponíveis passará de 100 e, entre as novas universidades parceiras, estão o Instituto de Tecnologia da Califórnia, as Universidades de Duke, de Johns Hopkins e outras renomadas instituições de ensino nos Estados Unidos, Escócia, França e Canadá.

"Adoraria ver um futuro em que todos os estudantes do mundo tivessem acesso às melhores escolas e aos melhores professores do mundo", disse à BBC Brasil, Andrew Ng, co-fundador da Coursera e professor de ciência da computação na prestigiada Universidade de Stanford, na Califórnia.

A Coursera quer oferecer cursos grátis a todas as pessoas do mundo. Mas as universidades têm a opção de, eventualmente, cobrar pela emissão de um diploma opcional para os estudantes ou pela realização de provas.

Segundo Ng, a Coursera poderá oferecer a empresas serviços de localização de profissionais altamente habilitados e usar isso como fonte de lucro.

De acordo com Ng, 35% dos alunos online da Coursera são dos EUA. Depois dos EUA, os países mais presentes nas salas de aula virtuais são Grã-Bretanha, Rússia e Índia. O Brasil fica em quinto lugar, com cerca de 3% dos estudantes.

BBC

Peixe-pênis



Quem já foi pra Coreia costuma demonstrar aquele ditado que diz pra gente não julgar um livro pela capa contando o caso de como ficou fissurado em comer peixe-pênis. Este, que você vê na foto, é o tal peixe-pênis. Apesar dele não ser um peixe, ele recebeu este apelido por... ahn... você é capaz de imaginar o porquê, não é?


O peixe-pênis é uma espécie de minhoca marinha que vive enterrada na areia e, durante muito tempo, foi usada como isca pelos pescadores que querem pegar os maiores peixes do oceano.



O lance é que, na mão da pessoa certa, o peixe-pênis pode virar uma refeição inigualável (será?)


Viu só como ficou? Os coreanos dizem que é uma delícia. Mais será que você toparia comer ?




do r7

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Federal de Pernambuco terá aula de "Estudos da Bicicleta" no curso de engenharia mecânica

As bicicletas, foco de discussões sobre infraestrutura e mobilidade urbana, serão tema de disciplina na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). A partir do segundo semestre de 2012, a matéria "Estudos da Bicicleta" será incorporada ao curso de graduação de engenharia mecânica.

O professor Fábio Magnani, idealizador da disciplina, pretende trabalhar a engenharia do veículo - como linha de produção e novas tecnologias- e ainda focar políticas públicas, cultura, e história das bicicletas.

"Há três anos já trabalhamos com estudos sociais focados nas motocicletas - como a relação de trabalho dos motoboys e os riscos da profissão - mas, nesse novo contexto social, a bicicleta se torna cada vez mais importante para as pessoas. A infraestrutura urbana e a legislação ainda têm que se adequar a essa tendência", explicou Magnani.
A nova disciplina terá duração de seis meses e será dividida em três módulos: História e Tecnologia; Ciências do Ciclismo; e Cultura, Trânsito, Mercado e Política.

De acordo com o professor, a maior revolução que o estudo das bicicletas pode trazer não é tecnológica, diz respeito ao modo como elas e os ciclistas são vistos na sociedade.

"O que é necessário mesmo para uma revolução no uso das bicicletas está muito além da tecnologia. Precisamos de uma infraestrutura de ciclofaixas, campanhas para o aumento da segurança no trânsito, produção cultural que valorize a identidade do ciclista e uma organização política eficaz para a luta pelos direitos dos ciclistas", argumenta.

Além dos estudantes de engenharia mecânica, a matéria também poderá ter alunos de outros cursos de graduação.

"Como não focamos apenas na questão da linha de produção, mas também na política, história e fisiologia do ciclista, alunos de cursos como Educação Física, Sociologia, Arquitertura, entre outros, também serão bem vindos", considera.

No entanto, é necessário que o estudante tenha curso matérias como Dinâmica e Mecânica dos Fluidos.

Carol Guibu
Do UOL, no Recife 

Apenas 26% dos brasileiros são 'plenamente alfabetizados


Cerca de 35% das pessoas com Ensino Médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa.

A pesquisa avalia, de forma amostral, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e plenamente alfabetizados.

Os resultados da última edição do Inaf indica que 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas - mesmo patamar verificado em 2001, quando o indicador foi calculado pela primeira vez. Os chamados analfabetos funcionais representam 27% e a maior parte (47%) da população apresenta um nível de alfabetização básico.

"Os resultados evidenciam que o Brasil já avançou, principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na sociedade letrada", aponta o relatório do Inaf 2011-2012.

Agência Brasil

Brasileiro aceito em Harvard e MIT diz que estudantes são preguiçosos

Determinação e esforço foram as palavras utilizadas por Bruno Faviero, 19 anos, para descrever a "fórmula" do seu sucesso. Desde a 9ª série, ele decidiu ser o melhor aluno possível. "Não sei do que os estudantes tanto reclamam, só pode ser por preguiça", critica Faviero. Em 2010, ele foi aceito com bolsa integral em 12 das mais conceituadas universidades americanas - e rejeitou instituições como Harvard, Princeton e Stanford. Hoje, ele estuda no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), uma das instituições mais conceituadas em ciência e tecnologia. O brasileiro palestrou nesta terça-feira no 13º Congresso Internacional da Gestão, realizado pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade.

Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Faviero reside nos Estados Unidos há 14 anos. No Brasil, cursou apenas o jardim de infância. No que corresponderia ao Ensino Médio brasileiro - 9ª à 12ª série nos EUA -, estudou na Don Estridge High Tech Middle School, onde começou a se interessar por tecnologia. No MIT, ele faz seu major em ciência da computação e o minor em gestão - ou seja, vai se formar no primeiro, com uma espécie de "especialização" no segundo.

Para ele, o Ensino Médio foi fácil. "Não me considero um gênio. Trabalhei muito para chegar aqui", diz o jovem, que nunca tirou um "B" na escola. Ele conta que optou por prestar atenção e fazer questionamentos durante as aulas, para não precisar estudar fora da escola. Assim, conseguiu tempo para reunir mais de 500 horas de voluntariado e participar do time de corrida. "Eu me envolvi, fui além do que precisava fazer", ressalta. Para ele, este é o grande segredo para uma boa formação: aproveitar todas as oportunidades, mesmo as que parecem não ter utilidade. "Em uma entrevista de emprego, já se interessaram pelo fato de eu ter sido juiz de futebol americano", relatou em entrevista à imprensa.

Atualmente, o jovem faz estágio como engenheiro de software na Intel. No próximo trabalho, diz que vai tentar entrar em uma empresa pequena, pois gostaria de ter essa experiência. Faviero quer aproveitar todas as oportunidades durante a faculdade, assim como aproveitou no Ensino Médio. Além de estudar, ele é editor no jornal universitário The Tech e passa parte do seu tempo velejando.
Faviero se disse surpreso com o nível de exigência do MIT. Para quem estava acostumado a não estudar na escola, foi necessário mudar a rotina - ele chegou a tirar um "B", e por pouco não ficou com "C" em uma disciplina. "A lição de casa pode levar 10 horas para ser feita, mesmo com um grupo de seis pessoas trabalhando sem parar", conta.

Aprovados na segunda chamada do Sisu devem fazer matrícula até hoj


Termina hoje (18) o prazo para que os estudantes aprovados na segunda chamada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) compareçam às instituições de ensino para as quais foram selecionados e façam a matrícula. O processo seletivo para o segundo semestre deste ano ofereceu 30 mil vagas em 56 universidades públicas e institutos federais de educação profissional.

A recomendação é que os candidatos entrem em contato com a instituição para saber o local, o horário e os documentos necessários para fazer a matrícula. Os estudantes que não foram aprovados nem na primeira nem na segunda chamada ainda poderão participar de uma lista de espera que será usada pelas instituições de ensino para preencher as vagas remanescentes. Os candidatos deverão manifestar o interesse em participar dessa lista pelo próprio site do Sisu, até amanhã (19).
O sistema foi criado para unificar a oferta de vagas em universidades públicas e institutos federais de educação profissional, em substituição aos vestibulares. As vagas são preenchidas de acordo com a nota do estudante no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil, em Brasília 

terça-feira, 17 de julho de 2012

NOITE DE GALA NO LANÇAMENTO DE LIVRO NO IHGVSA


A grande escritora Luciene Freitas, na última sexta 13 de julho, no Salão Nobre do IHGVSA,  o seu 15° livro (2° romance) Liberdade Amordaçada.
Na ocasião, contamos com lindas interpretações musicais ao som de piano com Geremias Lima e o Trompetista Dayvid Moura, momentos de muito encanto.


Várias pessoas deram testemunha sobre a pessoa e obra da escritora. Entre elas o presidente do IHGVSA Pedro Ferrer, a presidente da AVLAC Severina Moura, a produtora Hérika Araújo e o professor Clodoaldo.

Também esteve presente a Sra. Si presidente da Academia Camaragibense de Letras, que com muita simpatia falou sobre a dificuldade do escritor brasileiro em escrever e divulgar suas obras.

Ao fim da cerimônia foi servido a todos bolos e guloseimas.

Confira algumas fotos.









Postado por Johnny Retamero consórcio do IHGVSA.

sábado, 14 de julho de 2012

A primeira mulher obter o título eleitoral em Pernambuco foi uma vitoriense



HÁ 84 ANOS  É PUBLICADO UM DESPACHO QUE GARANTIA O DIREITO DE VOTO A MARTHA DE HOLLANDA CAVALCANTI


A primeira mulher a pleitear e obter o título eleitoral em Pernambuco foi uma vitoriense, D. Martha de Hollanda Cavalcantique, em 1928, e, o que é mais interessante, na sua terra natal.

Entendendo que, não havendo proibição expressa na Constituição brasileira quanto ao voto feminino (...) sendo a mulher cidadã brasileira, tinha, como tal, o direito de votar e ser votada, e requereu ao Juiz de Direito da Comarca da Vitória a sua qualificação como eleitora.

Veremos abaixo o despacho do Dr. Felinto de Albuquerque:

“A Constituição Federal a ninguém distingue em razão do sexo, nem quando, no art. 69, atribui a qualidade de cidadão brasileiro às pessoas aí enumeradas,  e nem quando, no imediato art.70, confere a qualidade de eleitor àqueles mesmos indivíduos por ela declarados cidadãos brasileiros, que forem maiores de 21 anos e não tenham contra si incapacidade alguma das por ela expressamente estabelecidas no § 1° do citado artigo 70.

“ A todos- homens e mulheres- ela abrange nas disposições contidas nos artigos e parágrafo indicados, bem como nos em que particulariza os casos de suspensão e de perda de direitos de cidadão brasileiro, e me falece autoridade para restringir onde ela generalizou.

“ Tais disposições acham-se consolidadas no Regulamento que o Decreto n° 17.527, de 10 de novembro de 1926, baixou para o alistamento eleitoral e motivo algum existe para que deixe de ter inclusão nesse alistamento o brasileiro ou a brasileira que o solicitar e satisfizer as exigências feitas pelo Regulamento no seu artigo 1° e respectivos parágrafos, letras e números.

Assim, e fazendo certo estes autos que, na requerente, D. Martha de Hollanda Cavalcanti se verificam todos os requisitos de capacidade eleitoral exigidos, defiro o seu requerimento e mando se inclua o seu nome no alistamento de eleitores deste município. Sem custas.
Vitória de Santo Antão, em 12 de Julho de 1928.
Felinto Ferreira de Albuquerque”.

Acesse o link abaixo e veja o requerimento de Martha a junta eleitoral do município.


 FONTE:História da Vitória de Santo Antão. Livro de autoria do professor José Aragão.

Foto do Arquivo pessoal do professor Johnny Retamero.
Enviado por Johnny Retamero

Governo Bom ?


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Chuva em vitória PE já traz transtornos


 


imagens dos nossos amigos do facebook (diego do escola virtual)

brasileiro é eleito melhor professor do ano nos EUA





O brasileiro Alexandre Lopes, 43, foi eleito o melhor professor do ano no Estado da Flórida, nos Estados Unidos, por seu trabalho com crianças com necessidades especiais. Lopes dá aulas no pré-primário na cidade de Carol, próximo a Miami. As informações são do jornal Miami Herald.

Lopes venceu o prêmio na noite dessa quinta-feira, 12, em cerimônia realizada em Orlando. Ele recebeu US$ 10 mil e uma viagem para Nova York. De acordo com o jornal, ao receber a premiação o brasileiro declarou que "não havia palavras para descrever o tamanho do amor pela profissão". 

Ele lidera um projeto chamado "Learning Experience: Alternative Program" (A Experiência de Aprender - Programa Alternativo, em tradução livre), conhecido como LEAP. Em seu método, ele utiliza danças e músicas para se comunicar com as crianças. Grande parte de seus alunos são autistas ou não conseguem falar.

Alexandre concorreu com mais de 180 mil professores da Flórida para ganhar o prêmio. Atualmente, o brasileiro faz doutorado em Educação Especial na Universidade Internacional da Flórida.



Dia internacional do Rock


Uma imagem vale mais que mil palavras (Chuva em todo o Nordeste)







 
 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

listagem definitiva ficha suja



Em destaque o nome do ex prefeito de Vitória de Santo Antão 
 
Já está disponível a listagem definitiva informando os responsáveis por contas irregulares, enviada pelo TCE-PE à Justiça Eleitoral. Para baixar, clique aqui.



Em breve mais informações

Rio vai contratar 12 professores da etnia guarani para reforçar educação indígena

A Seeduc (Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro) vai contratar 12 professores indígenas da etnia guarani, para reforçar a equipe dedicada aos anos iniciais do ensino fundamental nas unidades escolares indígenas pertencentes à rede. Os docentes vão assumir as turmas no segundo semestre deste ano. As inscrições começaram hoje (12) e terminam amanhã (13), às 23h59.

Para participar, os candidatos terão que comprovar domínio da língua indígena guarani mbya, além de ter declaração expedida pela Funai (Fundação Nacional do Índio ) de que pertencem à etnia guarani e/ou de que residem em terras habitadas por integrantes da comunidade.

De acordo com a assessora especial da Superintendência Pedagógica da Seeduc, Inês dos Santos da Silva, o conteúdo programático nas unidades indígenas é semelhante ao das escolas regulares, mas é contextualizado com a realidade local, os costumes e tradições da etnia.

“Nós fazemos reuniões periódicas com as lideranças indígenas locais para ver de que forma tudo isso pode ser contextualizado e adaptado à cultura deles. Então, os alunos têm, por exemplo, aula de matemática e de português, mas nesse processo também são abordados transversalmente os hábitos alimentares e a religiosidade própria”, explicou.

Segundo ela, as aulas são ministradas em português, mas há situações em que o professor precisa se comunicar em guarani, já que há palavras que não têm tradução. “Além disso, é comum os alunos se comunicarem entre si e com o professor em sua língua própria. Para eles, é natural”, contou.
De acordo com Inês dos Santos da Silva, a estrutura física das unidades de ensino, que são construídas pelos moradores das aldeias, também segue padrões típicos. “Elas não têm o aspecto retangular com o que estamos acostumados, mas um formato sextavado, além de telhados e janelas feitos de madeira. Nas paredes também há pinturas características da etnia”, acrescentou.

A rede estadual conta com três unidades de ensino indígenas: a Escola Indígena Estadual Karai Kuery Renda, localizada na Aldeia Sapukai, em Bracuí, distrito de Angra dos Reis, na costa sul fluminense; e as salas de extensão Karai Oka, na Aldeia Araponga, em Paraty, e Tava Mirim, na Aldeia Itatiim, em Paraty Mirim, ambas também na costa sul fluminense.

De acordo com a assessora especial da Seeduc, as unidades atendem aproximadamente 180 alunos e contam com uma equipe de seis professores.

Para se inscrever no processo seletivo, os interessados devem preencher o formulário no site da secretaria. Caso o candidato não tenha acesso à internet, a inscrição poderá ser feita nas coordenações de Gestão de Pessoas das regionais Médio Paraíba (Rua São João, 651, São João, Volta Redonda) e Baixadas Litorâneas (Rua José Clemente, 17, centro, Niterói).

Segundo o Centro de Assessoria Intercultural Kondó, associação civil sem fins lucrativos que desenvolve projetos educativos e culturais entre os guaranis de Angra dos Reis, atualmente vivem cerca de 35 mil índios dessa etnia no território brasileiro e cerca de 90 mil na Bolívia, Argentina e no Paraguai.

Thais Leitão

INCRÍVEL: A CASA DE LUÍZ GONZAGA FOI DESTRUÍDA



 Foto antiga de Luiz em frente a sua casa no Araripe - www.nacabanadegonzagao.com.br
 
Janeiro de 2012 foi para mim a realização de um sonho de criança, percorrir de ônibus, mais de 900 km até o município de Exu-PE, terra do Rei do Baião.
Antes mesmo de chegar a Exu fui tomado por grande ansiedade, pois, finalmente estava prestes a conhecer de perto o que só tinha visto em reportagens e nas viagens ao som de suas músicas.

A primeira visão que tive foi a grande formação geomorfológica, a Chapada do Araripe, que separa PERNAMBUCO do CEARÁ e ao seu pé, Exu avistei.
Ao chegar à pequena cidade pacata e ordeira, me hospedei no Hotel Brígida da Sra. Rute que trata a todos com esmero.

No mesmo dia, tive a alegria de conhecer a Fazenda Araripe onde Luiz Gonzaga morou até 1930. Lá está a Igreja de São João (onde Gonzaga foi batizado), lindíssima, e fui recebido pela Sra. Maria do Amparo da famosa Família Alencar, tivemos um dedinho de prosa. 
Casa de Luiz Gonzaga na Fazenda Araripe - Janeiro de 2012 - Foto de Johnny Retamero - Foto1.
 
Mas nem tudo foi flores na visita, pois na mesma fazenda fui apresentado a casa em ruínas de Gonzaga, local onde ele fez a famosa volta depois de 16 anos. Confesso que foi para mim uma frustração (ver foto 1).

Como pode uma relíquia está desse jeito?  Fui até a prefeitura local e não encontrei o prefeito nem o secretario de cultura, porém acabei sendo recebido por uma assessora, que me garantiu existir uma verba e que a casa seria restaurada.
 
 
Para minha surpresa através de blogs locais e do Padre Fábio Mota, soube que a casa foi destruída e depois refeita tirando, com isso, seu valor na minha opinião histórica. Infelizmente o que eu vou dizer a meus alunos? Que o Brasil é um país sem memória... “Como é difícil educar tendo exemplos como esse”.

ENVIADO POR:Johnny Retamero
 
Fonte: www.nacabanadegonzagao.com.br

FOTOS: www.nacabanadegonzagao.com.br e do professor Johnny Retamero

Texto do professor Johnny Retamero
 

Ondas em praia da Califórnia são iluminadas por azul misterioso à meia-noite

O estranho fenômeno é causado por uma grande quantidade de algas presentes na praia do Oceano Pacífico

O fotógrafo Steve Skinner consegiu captar imagens belíssimas em uma praia da Califórnia, no Oceano Pacífico. À meia-noite, tudo estava escuro, mas cada onda que se formava em uma praia famosa de surf da região foi retratada com um flash azul muito diferente.

Steve visitou a praia especialmente para captar o estranho fenômeno causada por algas nas águas da praia de Swami. Quando as ondas se formam, as algas emitem um flash de luz azul - chamado de bioluminescência - e provocando essas imagens espetaculares.


Apesar da beleza visual do fenômeno, a grande quantidade de algas é prejudicial uma vez que diminui o oxigênio da água, prejudicando o ambiente marinho. Durante o dia, elas geram uma cor castanho-avermelhada conhecida como maré vermelha.


Vulcanismo no Brasil


Hoje o país não corre nenhum risco de atividade vulcânica, mas em um passado bem distante, há milhões de anos, a história era outra


São impressionantes as imagens de qualquer vulcão em erupção. Nuvens de poeira no ar, material fumegante escorrendo pelo corpo do vulcão e muito barulho. O Etna, na Itália, o Puyehue, no Chile, e o Santa Helena, nos Estados Unidos, são exemplos de vulcões ativos, que entraram em erupção recentemente. Outros países também sofrem com atividades vulcânicas, como Japão, Nova Zelândia, Colômbia e Filipinas. O Brasil, por outro lado, apresenta rochas bem antigas e nos últimos milhões de anos praticamente não teve atividade vulcânica relevante. Vivemos em um país que pode ser considerado protegido desse tipo de catástrofe natural. No entanto, nem sempre foi assim.

 Para quem acredita que o Brasil sempre foi um lugar livre da fúria das lavas, saiba que nosso país já foi cenário de um dos maiores vulcanismos continentais do mundo. Há cerca de 134 milhões de anos, através de fissuras no solo, uma grande quantidade de material incandescente vindo do interior do planeta se espalhou por mais de 1 milhão de km2. As lavas cobriram parte das regiões centro-oeste e sudeste e todos os estados da região sul do Brasil, assim como áreas do Paraguai, Uruguai e Argentina. Esse vulcanismo gerou as rochas da Província Magmática Paraná e todo esse material se solidificou principalmente na forma de basalto.

 Evidências desse vulcanismo também podem ser observadas no continente africano, já que na época em que ocorreu esse evento a América do Sul e a África estavam unidas fazendo parte do supercontinente Pangea. No Brasil, uma das melhores exposições desse vulcanismo está na cidade de Torres (RS), onde o registro da sobreposição de derrames de basalto chega a 1km de espessura. Não tão volumoso, mas impressionante devido à sua preservação, foi o Evento Magmático Uatumã, que ocorreu na região amazônica, nos estados do Amazonas, Pará, Roraima e Mato Grosso, além de Venezuela e Suriname. Nesse evento há registros de rochas que têm preservadas suas características vulcânicas originais de cerca de 1,90 bilhões de anos. As rochas desse evento preservam sua composição original, feições de solidificação de seus magmas, assim como indicativos do modo de ocorrência de suas lavas. Isso é surpreendente, pois características tão antigas assim geralmente não são preservadas, pois ao longo do tempo são erodidas (erosão) ou sofrem processos que as transformam em outros tipos de rochas. É como fazer um castelo de areia na praia e ele não se alterar durante meses, mesmo com a ação do vento, da chuva e das ondas do mar.

As manifestações vulcânicas mais recentes registradas no território brasileiro ocorreram nas ilhas oceânicas de Trindade e Fernando de Noronha. Ambas as ilhas foram formadas há menos de 12 milhões de anos atrás.

Vivian Azor de Freitas