terça-feira, 21 de agosto de 2012

Educadores criam estratégias para despertar o interesse dos alunos pela leitura


Despertar o interesse dos alunos pela leitura é ainda um desafio para muitos docentes.Valendo-se de diferentes propostas, espaços e iniciativas, quatro educadores compartilharam algumas possibilidades de abordagem capazes de tornar mais inventiva e lúdica a aproximação com a leitura.
























Eliana Chagas da Silva, Educação Infantil.
– Quais estratégias você aplica para alunos da educação infantil a fim de mobilizar o interesse pela leitura?

Diariamente temos ao final do dia um momento de mediação de leitura e uma roda de exploração livre de livros. Uma vez por semana temos o que chamamos de “tarde da literatura”, quando visitamos a biblioteca da creche e os alunos escolhem seus livros preferidos, contam histórias um para o outro, repetindo a introdução que eu costumo fazer para a história que é esta música do Palavra Cantada [dupla musical formada por Paulo Tatit e Sandra Peres] (com gestos):
Eu vou te contar uma história, agora, atenção!
Que começa aqui no meio da palma da tua mão
Bem no meio tem uma linha ligada ao coração
Quem sabia dessa história antes mesmo da canção?
Dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão…













Valéria Xavier Bernardes, Ensino Fundamental.
– Quais estratégias você aplica para alunos do ensino fundamental a fim de mobilizar o interesse pela leitura?

Promover a leitura entre os alunos, em qualquer nível, não é tarefa fácil. Uma possível solução seria envolvê-los ao ponto em que a leitura se torne algo necessário. Assim como faz a mídia, que cria no público consumidor a necessidade de ter de comprar algo. O professor precisa “vender seu peixe”, convencer o aluno, mostrando a ele a importância e aplicabilidade do conteúdo lido. Para isso, o professor pode antecipadamente falar sobre o tema, aguçando a curiosidade do aluno, além de propor uma discussão sobre o tema (um debate) após a leitura.












Fábio Tremonte, Ensino Médio.
– Quais estratégias você aplica para alunos do ensino médio a fim de mobilizar o interesse pela leitura?

No ensino médio ensinava História da Arte e tínhamos apenas um encontro de 50 minutos por semana. Como preparação para as aulas, entregava aos alunos, sempre com uma semana de antecedência, textos selecionados sobre o assunto a ser tratado na aula. Esses textos eram formados por trechos de diferentes livros selecionados por mim. Isso sanava a falta de livros sobre arte na biblioteca da escola e garantia, de certa forma, um certo repertório para que nossas aulas tivessem uma boa dinâmica, visto o tempo restrito que tínhamos.












Fábio Camarneiro, Ensino Superior.
– Quais estratégias você aplica para alunos do ensino superior a fim de mobilizar o interesse pela leitura?



A estratégia que considero menos recomendável (mas que ainda assim, de alguma maneira, utilizo) é a leitura obrigatória com atribuição de conceitos (em uma prova, etc.). Não é recomendável porque, sendo obrigatória, não desperta no aluno o interesse pela leitura. Fica como uma obrigação, algo que existe apenas como tarefa a ser cumprida. A melhor forma de incentivar a leitura, a meu ver, é sempre encaminhar as dúvidas dos alunos aos livros, trabalhando como intermediário. Quando o aluno faz a pergunta, sempre que possível, ao invés de simplesmente dar a resposta, indicar “você encontrará algo a respeito da sua dúvida em tal livro de tal autor”. O aluno percebe que os livros são aliados, são “amigos”, que podem lhe esclarecer.



Flávio Aquistapace

domingo, 19 de agosto de 2012

Dia do ciclista


Dia Mundial da Fotografia


Trepadeiras nas fachadas 'podem diminuir poluição nas cidades em até 30%

Plantio estratégico de trepadeiras sobre prédios
 pode diminuir poluição de cidades em até 30%

O uso de plantas nas paredes externas de prédios em uma mesma rua, criando "corredores verdes", poderia funcionar como um filtro para a poluição nas grandes cidades, diminuindo em até 30% a quantidade poluentes no ar de grandes metrópoles, segundo um estudo britânico.

Pesquisas anteriores já previam que o aumento de áreas verdes em cidades poderia reduzir em 5% a quantidade de poluentes, mas o novo estudo conduzido por cientistas das universidades de Birmingham e Lancaster mostra que os "corredores verdes" têm um potencial mais efetivo.

Publicados no periódico Tecnologia e Ciência do Ambiente, os resultados do trabalho mostram que tais medidas poderiam ser mais eficientes do que iniciativas tradicionais.

O benefício dos 'corredores verdes' é que eles limpam o ar que entra e fica no espaço entre os prédios", diz Rob MacKenzie, um dos autores da pesquisa.

Os 'corredores' nada mais são do que placas cobertas com plantas 'trepadeiras', que crescem acopladas a uma estrutura, colocadas sobre as paredes exteriores de construções nas cidades.

"Plantar mais ('corredores verdes') de uma forma estratégica poderia ser uma maneira relativamente fácil de controlar nossos problemas locais de poluição", acrescenta o cientista.

Vantagens e desafios

Especialistas sugerem que a criação deste tipo de "corredor verde" também tem vantagens práticas, além do previsto benefício ambiental.

Similares como as chamadas "paredes verdes", que funcionam como jardins verticais, geralmente compostas por diferentes tipos de plantas e muitas vezes criados por paisagistas, necessitam de sistemas de irrigação específicos, além de fertilizantes e cuidados mais intensos.

Já os "corredores" consistem em uma parede inteira coberta por um tipo único de planta trepadeira, mais resistente.

Mesmo assim há desafios.

Tom Pugh, outro autor do estudo, lista algumas das dificuldades a serem enfrentadas. "Precisamos tomar cuidado quanto às plantas: como e onde plantaremos tais tipos de vegetação, (além de garantir que) não sejam afetadas por seca, não sejam atingidas por calor excessivo e que não sofram ações de vândalos", diz.

Anne Jaluzot, de um grupo comunitário sobre plantio de árvores em áreas urbanas, diz que a estratégia tradicional, de plantar muitas árvores pequenas, não ajuda em nada para a biodiversidade, e o controle de enchentes e da poluição.

Ela diz que seria preferível se concentrar em regiões menores e nelas plantar árvores muito grandes, mesmo que em número menor. Ela também critica os "jardins verticais", mais elaborados, como uma "perda de dinheiro".

"Esses jardins verticais em geral são bonitos, mas são insustentáveis devido ao alto custo de manutenção e a necessidade de adubos. Simplesmente cobrir uma parede com plantas trepadeiras seria em geral uma solução muito melhor para prefeituras e organismos do setor", avalia.

BBC brasil

Saúde dos mares do Brasil fica acima da média global


As águas dos mares e dos rios do Brasil têm melhores condições e qualidade do que a média global, registra o novo Índice de Saúde do Oceano (OHI, na sigla em inglês) publicado nesta quarta-feira (15) na revista Nature. Ele está em 35º lugar no ranking feito com 171 países costeiros – marca que o coloca 18 posições acima da média global.

O país, no entanto, perde em quatro dos dez quesitos avaliados, como águas limpas (76 do país contra 78 do geral), turismo e recreação (0 contra 10), subsistência e economia (51 contra 75) e produtos naturais (29 contra 40). As ilhas Jarvis, território desabitado no Pacífico sul, são as melhores colocadas na lista, com 86 pontos; já a nação africana Serra Leoa fica com o último lugar, com 36 pontos.

A média global aponta para uma péssima qualidade e manutenção das águas oferecida em todo o mundo, o que afeta diretamente cerca da metade da população que vive perto da costa.

"Evidentemente, a presença humana tem um impacto negativo substancial para o oceano, e os resultados estão em relação inversa à população costeira", afirma o texto dos pesquisadores.
O estudo da Conservação Internacional, da National Geographic Society e do New England Aquarium é baseado em dez fatores, que medem o uso que as pessoas fazem dos recursos e dos serviços oferecidos pelo oceano e pelos ambientes costeiros, e montam uma escala de até 100 pontos. Quanto menor a pontuação, pior a situação do país no aproveitamento e no uso sustentável dos recursos.

Do UOL
Em São Paulo 

sábado, 18 de agosto de 2012

Nova espécie de aranha é a 1ª da América do Norte após 142 anos

Espécie pertence a um dos grupos mais primitivos
 de aranhas e tem chances de mudar muitas ideias vigentes sobre a evolução do bicho
 
 
Uma nova família de aranhas foi descoberta ao sul do Estado norte-americano de Oregon, de acordo com informações da AP. Os cientistas batizaram o bicho de Trogloraptor (ladrão de cavernas) por causa das garras. Trata-se da primeira família de aranhas encontrada na América do Norte desde a década de 1870.
 
A descoberta animou tanto os cientistas que é comparada à descoberta de um novo dinossauro é para os paleontólogos. Porém, estudiosos consideram a descoberta do ser vivo melhor a que de um fóssil, já que é possível analisar o comportamento e a fisiologia.

A espécie pertence a um dos grupos mais primitivos de aranhas e tem chances de mudar muitas ideias vigentes acerca da evolução do bicho.
 
r7

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Aniversário de Teresina

Ano de fundação: 1852

Teresina é a única capital do nordeste que não é banhada pelo mar e a primeira do Brasil a ser planejada.

Mas os rios Poti e Parnaíba compensam essa distância do litoral, banhando a cidade que é mais conhecida como a Cidade Verde.

O apelido foi dado porque todas as ruas e avenidas do lugar são ladeadas por árvores, especialmente mangueiras.

Além das mangueiras, Teresina possui ainda uma sólida indústria de confecções e uma rede hoteleira de qualidade.

Também funciona como centro redistribuidor dos produtos oriundos do Sudeste e das capitais nordestinas.

História

Dificuldade de comunicação e de comércio ocasionaram a transferência da capital da antiga capitania do Piauí - anteriormente a cidade de Oreiras - para onde atualmente é Teresina, nome escolhido, aliás, em homenagem à Imperatriz Dona Maria Teresa Cristina.

Planejada por um mestre de obras, que imaginou a cidade no formato de um tabuleiro de xadrez, Teresina, uma vez criada, logo se tornou um centro administrativo e comercial, com expressivo e conseqüente aumento da população.

No ano de 1858, o Porto Fluvial, construído pela Companhia de Navegação do Rio Parnaíba, deu destaque especial à capital.

A instalação da Estrada de Ferro São Luís-Teresina e de rodovias federais acarretaram o surgimento de novos bairros. Além disso, por toda a BR-316 surgiram conjuntos habitacionais e um Distrito Industrial, que ampliou a função comercial e de serviços de Teresina.

Nos dias de hoje, empresas internacionais do ramo manufatureiro e de comércio investem no local.

 



Jornal: novo currículo do ensino médio terá fusão de disciplinas

O Ministério da Educação (MEC) está preparando um novo currículo do ensino médio que vai distribuir as 13 disciplinas atuais em quatro áreas: ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática.

 A proposta, que deverá ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, prevê que alunos de todo o País passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos.

Educadores, porém, afirmam que a mudança curricular proposta pelo governo federal é positiva, mas a implementação pode ser um problema.

De acordo com o vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Klinger Barbosa Alves, a principal dificuldade é que os atuais professores foram formados em licenciaturas específicas, como física ou matemática. O novo modelo pode trazer dificuldades para esses profissionais, que deverão saber mais de uma área e ter uma integração mais forte com professores das demais disciplinas.

Terra

Aluno do ensino médio na escola pública sabe menos que o do fundamental na particular



Alunos de colégios particulares, mesmo tendo estudado menos anos, sabem mais que os estudantes de escolas públicas em séries superiores.

Os conhecimentos de matemática e português de um aluno no 9º ano do ensino fundamental (antigo ginásio) em colégio particular são maiores que os de estudantes do ensino médio (ex-colegial) em escola pública.

É o que demonstram os dados da Prova Brasil de 2011, cujos dados foram divulgados na terça-feira (14) pelo MEC (Ministério da Educação).

Diferença socioeconômica

A nota na Prova Brasil é "fortemente dependente do nível socioeconômico", segundo Romualdo Portela de Oliveira, professor e pesquisador da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). Se o estudante vem de uma família com mais dinheiro, ele tem mais acesso a bens culturais que um aluno pobre.

É como se aluno da escola privada saísse com 50m de vantagem numa corrida de 100m, exemplifica a diretora-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, fazendo, como ela mesma diz uma "simplificação tremenda". Segundo ela, se essa diferença for retirada, "a escola privada acrescentaria pouco". Por isso, o Estado precisaria "dar mais para quem tem menos" na visão de Priscila.

Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo

Hora de estudar: Fonologia


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em apenas 12 dias, agosto já tem mais do dobro de queimdas registradas no mesmo período de 2011


O número de queimadas no país, nos 12 primeiros dias do mês de agosto, superou em 109% o registrado no mesmo período do ano passado. As imagens captadas pelo satélite utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelaram 13 mil focos de incêndio no período.

Em igual período de 2011, que apresentou condições atípicas nesta época do ano, com mais chuvas e temperaturas mais amenas, foram identificadas 6,2 mil ocorrências. Em 2010, ano caracterizado pela forte seca e baixa umidade, conforme apontam especialistas, foram mapeadas pouco mais de 15 mil ocorrências no início de agosto.

Apenas no Maranhão, foram identificadas 3,1 mil queimadas no início deste mês. Em Mato Grosso, no Pará, no Piauí, no Tocantins e em Mato Grosso do Sul, foram registrados mais de mil focos de incêndio, em cada estado, nos 12 primeiros dias de agosto.

Apesar de o Maranhão liderar o ranking por unidades federativas, duas cidades do estado aparecem na segunda e terceira posições na lista municipal, com volume muito menor de ocorrências em relação à Corumbá, em Mato Grosso do Sul. No início do mês, o município sul-mato-grossense já contabiliza, sozinho, mais de mil ocorrências, respondendo por 91% das queimadas no estado. Grajaú, no Maranhão, é a segunda cidade com mais focos de incêndio, com de 396 ocorrências, seguida por outro município maranhense, Mirador, com 286 queimadas nos 12 primeiros dias de agosto.

Do total de ocorrências em todo o país, que no acumulado do ano soma 43 mil, 84 queimadas foram identificadas em áreas protegidas. A maior parte dos casos, 42, ocorreu em terras indígenas. As unidades de conservação de Mato Grosso são as mais afetadas, com 22 registros de incêndio.

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil, em Brasília 

frase do dia


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

100 anos de Jorge Amado: o que você sabe sobre suas obras?


A mulher sensual, o homem fogoso e infiel, o coronel malvado e o defensor dos pobres e injustiçados. Quem conhece a obra de Jorge Amado já sabe de cor os perfis psicológicos retratados pelo baiano que completaria 100 anos em 10 de agosto. Militante do Partido Comunista e com livros traduzidos em 48 idiomas e dialetos, o escritor é um dos maiores expoentes da literatura brasileira contemporânea. 

Descubra o que você sabe sobre os personagens de Jorge Amado

A Bahia e o sincretismo religioso, no qual catolicismo e candomblé convivem em harmonia, são contextos frequentemente retratados ao longo das obras, afirma o professor de literatura e autor do Sistema Anglo de Ensino, Mauro Soares Filho. Ele lembra que a valorização da religião africana também ocorreu quando Jorge Amado foi deputado federal pelo PC e criou a Lei da Liberdade Religiosa e de Culto - em vigor até hoje e que assegura o direito de exercer rituais de fé.

Apesar da grande lista de personagens famosos, normalmente os perfis não têm grande densidade psicológica, defende o professor. "Em geral, eles são um tanto quanto esquemáticos, seguindo grandes arquétipos: a beata, o pai de família, o homem e a mulher sensuais", explica.

Mesmo assim, sucessos como Gabriela, Cravo e Canela, Tieta do Agreste, Dona Flor e seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres e Capitães da Areia asseguraram a fama do autor que, entre os dias 17 de abril e 22 de julho deste ano, foi homenageado na exposição "Jorge Amado e Universal", no Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, trabalho que estreará no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, no dia de seu centenário.

Responda o quiz acima e teste seus conhecimentos sobre os personagens das obras de um dos maiores escritores brasileiros.

Nas aldeias, três em cada dez índios são analfabetos


Embora os índios sejam considerados mais protegidos dentro de suas terras, onde é maior o percentual daqueles que ainda têm língua própria e são capazes de reconhecer a própria etnia, o analfabetismo é considerado elevado dentro das aldeias, conforme constatou hoje (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dados do Censo de 2010 revelam que a taxa de analfabetismo dos índios com 15 anos ou mais de idade (em português ou no idioma indígena) passou de 26,1% para 23,3%, de 2000 a 2010, acompanhando a redução da taxa entre a população brasileira (de 12,9% para 9,6%). Na área rural, porém, dentro das aldeias, três em cada dez índios são analfabetos (32,4%). Fora delas, o percentual é 15%.

Na avaliação do estudioso da população indígena e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), João Pacheco Oliveira, a divergência de dados revela a necessidade de mais políticas públicas de educação focadas na diversidade dos povos. Segundo ele, sem escolas indígenas nas aldeias, crianças enfrentam processo “traumático de aprendizado".

"É uma situação completamente traumática aprender a escrever em uma outra língua sem dominá-la. Por isso, o processo é mais lento, mesmo nas escolas indígenas. Os que estão fora vão para as escolas dos 'brancos' e se incorporam do jeito que é possível", destacou acrescentando que o analfabetismo é uma categoria etnocêntrica em relação aos índios.

A pesquisa do IBGE também explica que fora das terras indígenas as oportunidades de educação são maiores por causa da alta oferta de escolas. Por outro lado, nas aldeias, "a oferta é sensivelmente reduzida em função de fatores, como o geográfico e a dificuldade de acesso", afirma a publicação.
Outra diferença entre os índios da cidade e do campo é o número daqueles com certidão de nascimento, 90,6% e 38,4%, respectivamente. Ao todo, a proporção de índios com registro civil é 67,8%, abaixo da média da população não índia que têm o documento, 98,4%.

Isabela Vieira
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro 

ITA abre inscrições para o vestibular 2013; são oferecidas 130 vagas


O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) abriu nesta sexta-feira (10) as inscrições para o vestibular 2013. O cadastro pode ser realizado até o dia 15 de setembro, pela internet. A instituição oferece 130 vagas para os cursos de graduação. A taxa é de R$ 110. Veja o edital:

 

Provas

As provas serão aplicadas entre os dias 11 e 14 de dezembro, das 8h às 12h (horário de Brasília). O calendário foi definido em reunião realizada no começo de abril com representantes da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular da USP), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ITA, PUC-SP e PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e de Campinas).
Confira quais disciplinas serão cobradas em cada dia de prova:
  • 11/12: física;
  • 12/12: português e inglês;
  • 13/12: matemática;
  • 14/12: química.
A primeira chamada será publicada às 10h do dia 28 de dezembro.
Neste ano ano o ITA aplicará o processo seletivo em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São José dos Campos, São José do Rio Preto,  São Paulo e Vitória.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Senado aprova projeto que reserva 50% das vagas em federais para cotas

 O Senado aprovou na noite desta terça-feira projeto que reserva metade das vagas nas universidades federais e nas escolas técnicas do país para alunos que cursaram todo o ensino médio em colégios públicos. 

Além disso, estabelece a divisão dessas vagas com base nas raças dos estudantes.


O projeto segue agora para sanção presidencial. Na prática, ele mais do que dobra o total de vagas destinadas a cotas nas federais.

Levantamento da Folha nas 59 instituições federais mostra que hoje há 52.190 vagas reservadas, de um total de 244.263. Com o projeto, seriam então 122.131 --aumento de 134%.

O texto ainda prevê que as cotas devem ser prioritariamente ocupadas por negros, pardos ou índios. A divisão deve considerar o tamanho de cada uma dessas populações no Estado, segundo o censo mais recente do IBGE.

Se houver sobra de vagas, elas irão para os demais alunos das escolas públicas.
 
Dos 50% reservados para cotas, metade das vagas será destinada a alunos com renda familiar de até R$ 933,00 por pessoa. Nesse grupo, também é preciso respeitar o critério racial.

Assim, os 50% restantes das cotas podem ser ocupados por quem tem renda maior, desde que seja obedecido o critério racial.

O tema tramitava havia 13 anos no Congresso, mas, por ser polêmico, só foi aprovado depois que o governo mobilizou aliados. A expectativa era que fosse votado nesta quarta, mas o governo aproveitou o plenário cheio na sessão para concluir a tramitação.

O projeto prevê que as cotas irão vigorar por dez anos. Depois disso, haverá revisão do tema com o objetivo de verificar se o modelo deu certo.

"É um período de transição para garantir a igualdade na seleção", disse a senadora Ana Rita (PT-ES), uma das relatoras do texto.

GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA 

Dia Internacional das Populações Indígenas


Em 9 de agosto de 1992, reuniu-se, pela primeira vez, o Grupo de Trabalho sobre Populações Indígenas da Subcomissão sobre Promoção e Proteção de Direitos Humanos.

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a data comemorativa em dezembro de 1994, e desde então, ela é comemorada todos os anos.

O dia internacional das populações indígenas é um passo importante para o reconhecimento das tradições e costumes de povos indígenas de todo o mundo. 

É também uma forma de dar voz aos indígenas, principalmente no que concerne os direitos humanos.

No dia de hoje, devemos prestar uma homenagem à riqueza das tradições milenares indígenas e à contribuição desses povos para a diversidade cultural no mundo.
Devemos expressar a determinação de salvaguardar seus interesses e os seus direitos, onde quer que vivam.

O mundo tem cerca de 300 milhões de indígenas vivendo em mais de 70 países de todos os continentes e representando mais de 5.000 línguas e culturas.

É preciso reforçar os laços entre tradição e modernidade.

As novas tecnologias de informação e de comunicação devem ajudar na promoção e ao dar visibilidade às culturas indígenas vivas.

O conhecimento tradicional, o patrimônio tangível e, especialmente, o patrimônio intangível - que são o legado do passado e permanecem o suporte essencial da identidade e da memória - também carregam soluções de desenvolvimento para o futuro.

Este Dia Internacional proporciona-nos uma oportunidade de celebrar a riqueza das culturas indígenas e as contribuições das populações indígenas para a família humana. Mas, o que é ainda mais importante, é uma ocasião para os homens e as mulheres do mundo inteiro avaliarem a situação das populações indígenas no mundo de hoje e os esforços que é preciso fazer para melhorar a sua vida.

Há demasiado tempo que as populações indígenas são despojadas das suas terras, que as suas culturas são denegridas ou diretamente atacadas, que as suas línguas e costumes são relegados para segundo plano ou explorados e que os seus métodos sustentáveis de desenvolver os recursos naturais não são tomados em consideração. Algumas dessas populações enfrentam também a ameaça de extinção.

Fonte: ONU ; Unesco